Cultura de estreptococos do Grupo B: o que a gestante precisa saber.

Esse texto é para uma paciente minha que me ligou ansiosa!!!

Entre a 35a e 37a semana de gestação, o médico pré-natalista deve proceder a coleta de secreções para realização da cultura de estreptococos do grupo B (Streptococcus agalactiae).

Esse exame é de suma importância, devendo ser realizado em toda a gestante, pois  essa bactéria pode ser transmitida da mãe para o bebê no momento de sua passagem através do canal de parto. A infecção do neonato pelo estreptococos do grupo B pode causar sepse (infecção generalizada) nos primeiros sete dias de vida.

A coleta é realizada com o uso de  cotonetes os quais são introduzidos na vagina e no ânus. O material é então encaminhado para um laboratório de microbiologia onde se verifica o crescimento bacteriano.

Importante salientar que a transmissão mãe/bebê se dá através da passagem do concepto pelo canal de parto (vagina). Aquelas pacientes que terão seu filhos por cesárea eletiva (ou seja, hora marcada, fora de trabalho de parto e ausência de ruptura das membranas amnióticas) não precisam se preocupar.

Entretanto, reitero que toda a gestante deve fazer a cultura, pois mesmo naquelas candidatas à cesárea eletiva, imprevistos, como o desencadeamento do trabalho de parto ou perda de líquido amniótico, podem acontecer antes da data programada.

O uso de antibióticos para prevenção do quadro infeccioso do bebê é dado no decorrer do trabalho de parto ou horas antes do parto cesáreo nos casos de ruptura de bolsa.

Fiquem tranquilas, a taxa de sucesso é surpreendente!

Grande abraço!

Coleta de células tronco

Amigas,

uma das grandes dúvidas durante o transcurso da gestação paira sobre a coleta e armazenamento das células tronco do sangue de cordão umbilical e placentário e sobre as expectativas a respeito de seu uso como terapia para tratamento de inúmeras doenças.

A terapia de células tronco tem uso liberado em patologias como por exemplo, leucemias, linfomas e anemias, bem como, possui linhas de pesquisa e possibilidades de uso extremamente promissoras em casos de paralisia cerebral, anemia falciforme, doenças cardíacas e diabetes tipo 1.

As células tronco possuem a capacidade de regenerar as células sanguíneas, além de se transformarem em outros tipos de tecidos do corpo humano. Por conta disso, podem ser utilizadas para o tratamento de diversas patologias.

As células tronco podem ser utilizadas para o tratamento no mesmo indivíduo, bem como beneficiar um irmão ou um parente próximo.

As vantagens de usar células tronco do cordão umbilical e da placenta estão relacionadas basicamente à ausência de risco de transmissão de infecção, pouca reação quando utilizadas em transplantes, alta capacidade de proliferação e diferenciação, ausência de risco para o doador e disponibilidade imediata de uso.

A coleta do sangue do cordão umbilical e placentário é segura e não invasiva, sendo realizada logo após o nascimento do bebê.

O intuito do casal ao solicitar o armazenamento de células tronco é primordialmente não se omitir frente aos avanços tecnólogicos proporcionando ao seu filho o máximo de segurança com relação ao futuro.

Obviamente, nenhum de nós deseja que nossos filhos passem por dificuldades, mas todos queremos estar preparados para enfrentá-las.