Ausência de ferro atrapalha o intelectual do recém-nascido

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Dúvida frequente no pré-natal, a alimentação saudável começa pelo uso do bom senso. Entretanto, sempre vale a pena se consultar com o nutricionista! Leia texto do site iTodas.

A gravidez aumenta a necessidade da mulher ingerir alimentos que proporcionem ferro ao feto e à mamãe. A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que metade da população de crianças com menos de 4 anos sofram de anemia ferropriva (deficiência de ferro).

 

Segundo a Dra. Mirian Rika, neonatologista do Hospital e Maternidade São Luiz, “os exames para checar o nível de ferro do bebê devem ser feitos logo após o parto, pois a ausência do mineral influencia na formação física e intelectual”.

 

Ela também explica que grande parte das mamães que não recebem suplementos de ferro na gestação podem desenvolver anemia. E quando isso ocorre, a saúde e a vida do recém-nascido ficam comprometidas.

 

Quando há ausência de ferro nos três primeiros meses de gravidez o bebê pode nascer prematuro, com baixo peso, anêmico e ao longo da vida apresentar transtornos de déficit de atenção. “Em casos em que o organismo da criança não estoca o mineral ou não absorve a quantidade necessária dos alimentos, o suplemento de ferro deverá ser mantido até a vida adulta”, acrescenta a especialista.

 

Por isso, apostar em alimentos que diminuam a chance de desenvolver anemia ao longo da gestação é um grande aliado a saúde do bebê e da mamãe. Alimentos à base de ferro podem e devem ser consumidos diariamente, não só para as gestantes, mas idosos e crianças também devem seguir essa dieta.

 

A seguir separamos alguns deles:

– Gema de ovo de galinha

– Pão de cevada

– Feijão

– Grãos integrais

– Lentilha cozida

– Ervilha

– Castanhas

– Grão-de-bico cozido

– Carnes vermelhas (principalmente fígado)

 

Algumas frutas também são grandes fontes de ferro:

– Ameixa seca

– Damasco seco

– Tangerina

– Limão

– Manga

– Uva

– Coco

– Goiaba

– Morango

– Laranja

FONTE: http://itodas.uol.com.br/mae/ausencia_de_ferro_atrapalha_o_intelectual_do_recem-nascido-24412.html

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Anemia na gestação pode causar partos prematuros, abortos e problemas para o bebê: Texto comentado

Cansaço, tonturas, queda de cabelo, dores de cabeça e nas pernas, falta de apetite e de concentração. Não, esses não são sintomas normais da gestação, mas
indícios de que você pode estar com anemia. (Na verdade, excetuando a falta de concentração, todos os outros sintomas podem estar associados a gestação) Muito comum a partir do quinto mês de gravidez, ela é causada pela falta de ferro no sangue. E se não for tratada a tempo, pode causar partos prematuros, abortos, além de baixo peso no bebê e dificuldades de crescimento. Por isso, muita atenção ao que você anda colocando no prato. Segundo a Organização Mundial de Saúde, 65% das mulheres sofrem de anemia e a maioria dos casos é conseqüência de uma má alimentação. Fique de
olho!

“A anemia se caracteriza pela diminuição de células sangüíneas – hemácias – responsáveis pelo transporte de oxigênio da mãe para o bebê. (Alguns tipos de anemia podem estar relacionados também a diminuição da concentração de hemoglobina. Na gestação, a anemia mais comum é a dilucional, que pode ser prevenida e tratada) É muito comum após 20 semanas de gravidez, já que o sangue da gestante tende a diluir.

Também pode surgir na amamentação, já que parte do ferro da mãe passa para o bebê através do leite”, explica a ginecologista e obstetra da Unifesp Carolina Ambrogini. As anemias também são comuns antes da menopausa e no início da puberdade, quando a perda de sangue pela menstruação e as alterações hormonais aumentam a queima de ferro.
No exame físico já é possível ver se a gestante está com anemia, pois a pele fica pálida e as mucosas descoradas.

No entanto, as anemias podem ser causadas por diversos fatores. Constatado o quadro anêmico, o melhor a fazer é investigar as possíveis razões. “Existem vários tipos de anemia. Algumas raras, em que a pessoa, antes mesmo de engravidar, já apresenta uma deficiência na formação da hemoglobina. Nesse caso, vale atenção redobrada já que essa anemia acaba por se acentuar na gravidez”, lembra a especialista. A falta de ácido fólico e vitamina B12, por exemplo, também desencadeia o problema. “Por isso, é comum que o obstetra recomende suplementos de ácido fólico quando a mulher ainda está pensando em engravidar”, esclarece a nutricionista da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Abeso) e do Hospital das Clínicas da USP, Mônica Beyruti.  (Habitualmente, a principal indicação de suplementação de ácido fólico antes da gravidez está relacionada a prevenção de defeitos do fechamento do tubo neural. A anemia falciforme e a anemia megaloblástica também podem ser tratadas com o ácido fólico, entretanto, existe uma diferença na dosagem prescrita quando comparada a prevenção dos defeitos do tubo neural) Quadros anêmicos podem, ainda, ter origem imunológica ou genética – como na doença falciforme e na anemia mediterrânea – ou, ainda, serem causados pelo uso prolongado de certos medicamentos, por hemorragias e por doenças como hipotireoidismo, doenças renais e hepatite.

De olho na alimentação

Entretanto, a maior parte dos casos em que as grávidas apresentam redução de hemácias no organismo se deve a uma alimentação inadequada. Por medo de engordar, ou pela falta de informação acerca do que comer, muitas gestantes adotam dietas pobres em nutrientes. “A gestante deve procurar um acompanhamento com o nutricionista durante a gravidez. É normal que ela ganhe peso, mas este deve estar dentro dos padrões saudáveis para a saúde do bebê”, aconselha Mônica. Por isso, não é
porque você está esperando uma criança que deve comer em dobro! Qualidade não é sinônimo de quantidade. O ideal, segundo os especialistas, é que a mulher ganhe até 12 quilos durante toda a gestação. E a mágica para isso acontecer é manter uma alimentação saudável e equilibrada. “No prato da gestante deve haver de 50% a 60% de carboidratos, 15% de proteínas e até 30% de gordura, dando preferência
às monoinsaturadas e polinsaturadas”, recomenda a nutricionista.

E para evitar a anemia, é fundamental não se esquecer do ferro! “Existem dois tipos de ferro: ferro heme e não heme. O primeiro é encontrado em carnes – vermelha, de frango, peixe – e é bem aproveitado pelo organismo. Já o segundo possui menor grau de absorção. É o ferro dos vegetais escuros, das leguminosas e grãos”, ensina Mônica Beyruti. Portanto, de nada adianta se entupir de espinafre, couve e agrião e esquecer das carnes. São elas que aumentam o poder de absorção do ferro não heme. Alimentos ricos em vitamina C (laranja, abacaxi, tangerina, maracujá, morango, goiaba, caju e acerola) e vitamina A (abóbora, cenoura, tomate e frutas de cor amarelo-alaranjada) também potencializam a assimilação do
mineral no corpo. Por outro lado, evite chás, café, refrigerantes, farelos crus e alimentos ricos em cálcio (leite e derivados, por exemplo), sobretudo nas refeições principais, pois eles prejudicam a absorção total do ferro.

Os especialistas garantem que o ideal é que a futura mamãe ingira cerca de 30 miligramas diárias de ferro. No entanto, muitas vezes, mesmo com uma alimentação saudável e balanceada, ela não consegue produzir toda essa quantidade. Nesses casos, é preciso recorrer aos suplementos, administrados durante a gestação e o período de amamentação. (A recomendação mais atual diz que toda a gestante deve realizar suplementação profilática de ferro independente dos níveis de hemoglobina ou da ingesta alimentar)

Se você desconfia que está anêmica, procure seu médico. “No exame físico já é possível ver se a gestante está com anemia, pois a pele fica pálida e as mucosas descoradas. Mas os testes feitos durante o
pré-natal e os hemogramas completos pedidos pelo médico durante a gestação ajudam a identificar como anda o seu nível de hemoglobinas”, alerta a ginecologista Carolina Ambrogini. A regra, então, é comer bem e ficar atenta aos sinais de seu corpo. Invista na sua saúde e na de seu bebê também.

* As inserções em negrito são contribuições e críticas de Dr. Paulo Gomes Filho

FONTE: http://itodas.uol.com.br/mae/anemia-na-gestacao-pode-causar-partos-prematuros-abortos-e-problemas-para-o-bebe-24174.html

Perdas Recorrentes

Amigas,

acompanho em meu consultório muitas mulheres com histórias obstétricas extremamente tristes. Emociono-me quando essas pacientes descrevem suas gestações, e com os olhos cheios de lágrimas, relatam suas difíceis experiências frente a abortamentos espontâneos e óbitos fetais.

Nem sempre a Obstetrícia é feita de alegrias. Nem sempre o momento do parto é recheado de felicidade. Nem sempre o Centro Obstétrico é um lugar de satisfação. Para algumas pacientes, a experiência mais dolorosa das suas vidas acontece em um ambiente aonde teoricamente o nascimento seria a realização do sonho da maternidade. Entretanto, infelizmente, essas mães não saem com o filho nos braços.

Existem inúmeras causas para os abortamentos espontâneos e os óbitos fetais. Algumas delas desconhecidas, outras imprevisíveis. Contudo, a Ciência vem cada vez mais elucidando essas lacunas e proporcionando que essas mulheres, no passado, possuidoras de gestações impossíveis, consigam hoje  engravidar e dar a luz à crianças saudáveis.

Muitas senhoras chegam ao meu consultório com histórias de quatro, cinco ou seis abortamentos consecutivos e, ainda sem a devida pesquisa da causa dessas perdas recorrentes. Questões relacionadas a fatores genéticos, imunidade do casal, trombofilias, hormônios, hábitos de vida, além de mal-formações uterinas, precisam ser avaliadas.

Entretanto, a maioria desses questionamentos devem ser investigados antes da gravidez. A avaliação pré-concepcional visa esclarecer e antecipar possíveis problemas garantindo que o tratamento seja introduzido previamente a gestação, ou o mais precocemente possível. Mas, nem sempre, é assim!

Lembro-me de uma jovem senhora, casada havia seis anos, cuja a história obstétrica se resumia a sete abortamentos. Procurou-me já gestante, em sua oitava gravidez, por volta da décima semana. Solicitei exames e após a chegada dos valores e laudos, introduzi um tratamento muito rigoroso por conta de um diagnóstico de Síndrome Anti-fosfolípide.

Obviamente, nesses casos, a vontade da paciente é imensamente importante. Eram doses diárias de heparina, comprimidos de ácido acetil-salicílico, além de outras medicações coadjuvantes e exames laboratoriais e de imagem frequentes. O esforço rendeu resultado e a radiante mamãe concebeu um lindo bebê pesando 3350 gramas.

Outra linda experiência refere-se a uma paciente com uma história de óbito fetal por volta de 27 semanas de gravidez por conta de pré-eclâmpsia grave. Venho para a consulta novamente gestante, entretanto, evoluiu com um abortamento precoce por volta da oitava semana de gestação. Apesar de muito abalada por causa de sua segunda perda, não desistiu do sonho de ser mãe e fizemos um pacto. Após reunir forças, ela retornaria ao consultório para realizarmos uma avaliação pormenorizada das causas dos seus insucessos gestacionais, antes de uma nova gravidez.

E assim ela fez. Retornou para a avaliação pré-concepcional e foi feito o diagnóstico de uma trombofilia. Na data oportuna, introduzimos o tratamento pertinente. Por volta da 35a semana de gestação, a paciente evoluiu novamente com um quadro de pré-eclâmpsia grave. Contudo, por conta da vigilância materna e fetal rigorosas, a paciente deu a luz a uma linda e saúdavel bebê de 2450g sem comprometimentos para a saúde da mãe e da criança.

Escrevo isso, como forma de incentivar as pacientes que, por vários motivos, não tem o sonho da maternidade ainda concretizado. Essas mulheres devem procurar seus obstetras e com força de vontade realizar as pesquisas e os tratamentos pertinentes. Nem sempre é uma tarefa fácil, mas a escolha de um bom especialista, a realização da avaliação pré-concepcional e o respeito às orientações e prescrições médicas garantirão o resultado esperado.

Toda a mulher tem o direito divino de ser mãe. A Medicina, criada por Deus, é uma ferramenta para este sonho. Tenha fé e confie em seu médico!

Uso de Ácido Fólico

Queridas pacientes,

Por incrível que pareça, os cuidados com a gravidez devem começar muito antes da grande satisfação de receber o resultado positivo do beta-hCG. Iniciam-se sim quando surge a vontade de ser mãe, quando se identifica o momento de exercer o dom mais divinal do ser humano – a maternidade.

Os cuidados que antecedem a gestação visam promover a saúde e o bem estar da mãe e do futuro bebê. Dentre tantos, um de grande impacto no desenrolar saudável da gravidez está no uso do ácido fólico.

Com grandes evidências científicas, a ingestão suplementar de ácido fólico nos dois meses anteriores à gravidez visa previnir o aparecimento de defeitos do tubo neural no feto.

Esse grupo de anomalias é ocasionado pelo fechamento precoce e incompleto da placa neural (precursora do sistema nervoso central), traduzindo-se em pertubações do encéfalo e da medula.

Baixos níveis de folato circulantes no organismo materno nas três ou quatro primeiras semanas de gestação são pre-disponentes para o desenvolvimento das anomalias citadas.

O uso do ácido fólico pré-concepcional deve-se ao fato de que muitas vezes o diagnóstico da gestação acontece após o seu primeiro mês, ou seja, tarde demais para os maiores benefícios de tal suplementação.

Portanto, o início anterior à gravidez visa surpreender essa faixa de tempo gestacional tão precoce , garantindo assim maior eficácia.

As doses habituais recomendadas para a maioria das pacientes são da ordem de 400 mcg ao dia, podendo chegar a cinco miligramas diárias a depender das patologias maternas associadas e uso de medicações. A recomendação atual da suplementação de ácido fólico para a prevenção dos defeitos do tubo neural vai até a 12a semana de gravidez.

Cabe ao ginecologista prescrever o ácido fólico para todas as pacientes que decidem interromper o uso do método contraceptivo e para todas com vida sexual ativa e que não utilizem anticoncepcional.

Saudações.

Dr. Paulo Gomes Filho