As complicações das varizes durante a gestação e como evitá-las

Matéria publicada no Zero Hora aborda o aparecimento de varizes na gestação, evento comum o qual vem recheado de sintomas e preocupação.

 

O surgimento de varizes durante a gestação é um problema que incomoda e precisa ser levado a sério, principalmente a partir do quarto mês, em razão das alterações que acontecem no corpo feminino. As varizes são dilatações das veias superficiais dos membros inferiores, que ocorrem por um mecanismo de aumento da pressão em seu interior. Na gestação, elas surgem devido à pressão do útero sobre a veia cava, aumento de peso, alteração gravitacional, alterações hormonais entre outros fatores. Com o desenvolvimento do bebê e do útero, tendem a se tornar ainda mais evidentes.

Segundo o angiologista Ary Elwing, especialista em cirurgia vascular periférica e tratamento a laser, as varizes da gestação são mais comuns nas pernas, embora possam ser observadas em outras partes do corpo.

— As varizes podem causar dor, sensação de peso e inchaço nas pernas, principalmente no período da tarde. E a partir do momento que evoluem de grau leve para moderado, provocam piora dos sintomas. Manchas escuras acompanhadas de prurido, crises de eczemas, processos alérgicos e celulites crônicas (inflamação do tecido gorduroso) também podem surgir — explica.

Ao contrário do que muitos pensam a gestação não é a responsável pelo aparecimento das varizes, ela só piora um problema já existente.

— Muitas vezes, as varizes são imperceptíveis porque estão abaixo da pele e são pequenas não causando dor. Isso faz com que a gestante, às vezes, nem saiba que é portadora do problema. E com o agravamento durante a gestação, muitas mulheres começam a associar o problema à gravidez, porém a gestação pode apenas agravar o quadro — revela Ary Elwing.

As principais complicações

A causa para o agravamento das varizes está relacionada à ação dos hormônios, necessários para a manutenção da gestação. A pressão que o útero exerce sobre a veia cava, que passa ao lado da coluna vertebral, cria um obstáculo para a circulação de retorno venoso, que acaba se acumulando e dilatando os vasos sanguíneos dos membros inferiores. Além disso, o estrogênio e a progesterona podem piorar o quadro. Além da dor e do inchaço nas pernas, se a gestante não seguir com alguns cuidados, as varizes podem piorar e causar outros problemas como:

• Úlcera de estase
Ocorre pelo sangue parado no vaso, levando a fragilidade do mesmo.

— A úlcera venosa surge depois de longa evolução do problema de varizes. É uma ferida que pode ter uma grande extensão, até atingir grande parte da perna da paciente — ressalta o angiologista.

• Tromboflebite superficial
Consiste na inflamação da parede da veia com formação de coágulo no seu interior. A veia torna-se endurecida, avermelhada, quente e muito dolorosa.

— Quando esse processo ocorre nas veias safenas, o trombo pode progredir para o sistema venoso profundo e causar uma trombose venosa profunda e embolia pulmonar — garante.

• Varicorragia
É caracterizada por um sangramento e rompimento de uma veia varicosa. Em geral ocorre naquelas dilatações venosas mais superficiais com parede muito fina.

• Eczema varicoso
Ocorre uma lesão avermelhada e descamativa na pele no terço distal das pernas. Acompanhado de prurido (coceira).

• Hiperpigmentação
São manchas escuras que se localizam nos pés, tornozelos e terço distal das pernas causadas pelo depósito de produtos do sangue acumulado. Essas manchas interferem na estética e não desaparecem após a operação de varizes.

As varizes visíveis surgem lentamente. O edema começa a aparecer no final do dia, depois a pigmentação e o eczema se manifestam. Na fase mais avançada da doença, podem ocorrer as tromboflebites e a presença de úlceras e varicorragias.

— As complicações mais frequentes são as tromboflebites, úlceras de perna, hiperpigmentações, eczema venoso, hemorragias, fibrose, dermatite ocre, infecções e a temível embolia de pulmão. Normalmente esses quadros ocorrem em pacientes em que o problema está presente por um bom tempo — alerta o médico.

É possível impedir as varizes?

As gestantes devem aguardar o parto para iniciar um tratamento para as varizes. No entanto, é possível tomar algumas medidas preventivas para controlar este problema durante a gestação.

— Fazer atividade física leve, como caminhada ou hidroginástica. Evitar o excesso de pressão sobre as pernas, não ficar muito tempo de pé, colocar as pernas ligeiramente elevadas ao sentar para facilitar a circulação sanguínea de retorno, usar meias elásticas e controlar o ganho de peso podem ajudar a controlar as varizes na gestação — diz o especialista.

Ao completar 90 dias pós-parto, as varizes tendem a diminuir. Porém, quando a gestante apresenta veias dilatadas nos membros inferiores durante a gravidez, ela permanecerá com o problema em algum grau, sendo necessário buscar tratamento. Depois de dois meses após o nascimento do bebê, se as varizes ainda persistirem é um sinal que devem ser tratadas. É preciso consultar um cirurgião vascular para comprovar o tipo, o aspecto, a localização e as possíveis complicações das varizes.

— Um dos métodos usados para tratar as varizes antiestéticas é o laser transdérmico, um tratamento simples, rápido e muito efetivo que se realiza em sessões e sem necessidade de repouso. Já a escleroterapia química também é uma forma de tratamento em que se aplica uma substância para secar a veia. Esse tipo de tratamento só deve ser feito após o desmame do bebê — afirma Ary Elwing.

Em alguns casos, as veias apresentam chances de regredir em três ou quatro meses após o parto, sendo desnecessário o tratamento.

FONTE: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/noticia/2013/03/as-complicacoes-das-varizes-durante-a-gestacao-e-como-evita-las-4083242.html

 

 

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40% das mães interrompem período de amamentação exclusiva antes da hora

Um estudo publicado nesta segunda-feira (25) na versão online de Pediatrics revelou que grande parte das mães inclui alimentos sólidos na dieta dos filhos antes do tempo recomendado pelos médicos. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as crianças devem fazer aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade. Mesmo assim, os pais apontam inúmeros motivos, como o fato de seu filho parecer estar com fome, para não manter a amamentação como única fonte de energia para o bebê.

Uma equipe de especialistas liderada por um epidemiologista da Centers for Disease Control and Prevention, nos Estados Unidos, examinou dados de cerca de 1.300 mães que incluíram alimentos sólidos na dieta de seus filhos antes do primeiro ano de vida. Todas foram questionadas sobre a razão que as fez adotar tal atitude.

Os resultados mostraram que 40.4% das mães deram alimentos sólidos para seus filhos antes que eles completassem quatro meses de idade. Do percentual, a maior parte (52.7%) recebia fórmulas, enquanto que poucas (24.3%) eram amamentadas. Os principais motivos dados pelos pais para introdução de alimentos sólidos na alimentação do bebê foram:

– Meu bebê parecia estar com fome;
– Meu bebê tinha idade o suficiente;
– Isso ajudaria meu bebê a dormir mais durante a noite;
– Queria alimentar meu bebê com algo além de fórmula ou leite materno;
– Meu bebê queria a comida que eu consumia;
– Um médico ou outro profissional da saúde disse que meu bebê estava pronto.

Pediatras do mundo todo incentivam as novas mães a amamentarem seus filhos com leite materno exclusivo até os seis meses, quando, então, poderão ser introduzidos alimentos sólidos na dieta da criança. Ainda assim, ela deveria continuar sendo amamentada até o primeiro ano de vida. A introdução precoce de alimentos sólidos pode favorecer o desenvolvimento de doenças crônicas, como a asma e a obesidade, como apontam estudos anteriores.

 

FONTE: http://minhavida.uol.com.br/familia/galerias/16186-40-das-maes-interrompe-periodo-de-amamentacao-exclusiva-antes-da-hora

Licença-paternidade: discussão sobre ampliação pode demorar

pai-bebe-1363891763329_615x300Matéria muito importante publicada no site UOL Mulher, afinal, pai também têm vez!

O filho nasce. São dois ou três dias de hospital, mais dois dias para resolver burocracias e lá se vai o pai de volta ao batente sem ter tido tempo de curtir o bebê e ajudar a mãe nessa fase importante de adaptação da família. A licença-paternidade, que no Brasil tem duração de cinco dias, é garantida pela Constituição de 1988. Têm direito a ela somente os funcionários contratados no regime de CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e os servidores públicos, para os quais a pausa remunerada é assegurada pela convenção da categoria.

Existem alguns pontos sobre os quais a legislação que regula o assunto não é muito clara. O principal é se a licença deve ser contada em dias corridos ou úteis. A maioria das empresas faz a contagem da primeira forma.

Para obter o direito, cabe ao trabalhador notificar a área de recursos humanos da empresa em que atua assim que a criança nascer e entregar a documentação do filho. No geral, basta apresentar a certidão de nascimento. A lei não fixa um prazo máximo para a apresentação do documento que, comumente, é feita no dia em que o funcionário retorna ao trabalho.

“Mas é melhor verificar na convenção coletiva da categoria ou no regulamento interno da empresa para saber se há normas específicas sobre o assunto”, afirma a advogada Vivian Christina Silveira Ferreira Fernandez Dias, mestre em direito trabalhista pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo.
Quando Fernando, hoje com dois anos, nasceu, o designer Cristiano Galan mal pôde aproveitar os primeiros dias de seu filho. “Ele nasceu no sábado e eu voltei a trabalhar na quarta-feira, um absurdo!”, diz. “Trabalhava com a cabeça em casa. A minha mulher fez cesárea, sentia muitas dores. Tanto ela quanto o bebê precisavam da minha ajuda. Você passa esses cinco dias resolvendo coisas, vacina, pediatra, recebe visita em casa. Nem dá tempo de curtir a mulher e o filho. Tinha de ser, pelo menos, dez dias”, fala o designer.

Existem propostas de ampliação da licença-paternidade mais longas do que a reivindicação de Galan. Cerca de uma dezena de projetos que versam sobre o tema estão em análise na Câmara Federal dos Deputados. Alguns deles sugerem a ampliação do benefício para 30 dias, mas um dos que está em fase mais adiantada de tramitação é o Projeto de Lei 3935/08, da senadora Patrícia Saboia, que fixa em 15 dias consecutivos a licença-paternidade.

“Esse projeto precisa ainda ser apreciado pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara”, diz Fernanda Garcez, advogada especialista em direito trabalhista do escritório Abe, Costa, Guimarães e Rocha Neto Advogados, em São Paulo. A proposta da senadora determina ainda que, se a licença for solicitada durante as férias, só passe a ser contabilizada a partir do primeiro dia útil do término do período de descanso e que o pai tenha estabilidade de 30 dias após o fim do benefício.

Atualmente, se o filho nascer durante as férias do funcionário, na maioria das empresas, o homem não ganha dia extra algum de licença. A forma como se conta a licença-paternidade nas férias é outro ponto que abre margem para discussões, uma vez que a legislação também não é clara sobre essa circunstância.

Adoção

Se o Projeto de Lei 3935/08 for aprovado, os pais que adotarem uma criança também irão se beneficiar. O texto concede a licença mediante a simples comunicação do fato ao RH da empresa, acompanhada da certidão de nascimento ou do documento de adoção. Uma lei de 2002 estendeu à mãe adotiva o direito à licença-maternidade, mas não tratou da licença-paternidade em situações de adoção. “Mas homens e mulheres são iguais perante a lei, na forma da nossa Constituição Federal. Assim, no meu entendimento e também no entendimento jurisprudencial majoritário atual, a licença-paternidade de cinco dias fica estendida ao pai adotivo”, declara Fernanda Garcez.
Assim como o direito do pai adotivo ainda não está explicitado, o mesmo acontece com casais homossexuais. “A questão da adoção por família homoafetiva ainda não foi regulamentada pelo direito brasileiro, havendo inúmeras dúvidas sobre sua possibilidade”, afirma Fernanda. “Mas, partindo-se da premissa de que a adoção por família homoafetiva fosse aceita, ainda haveria uma lacuna legislativa em relação à licença-paternidade. A tendência seria a concessão de ao menos cinco dias”, diz a advogada.
Um professor de enfermagem de Campinas, interior de São Paulo, conseguiu em 2012 o direito de cuidar de seu filho recém-nascido por 120 dias. A mãe do bebê –com quem ele teve um breve relacionamento– não quis assumi-lo. O pai decidiu que cuidaria da criança e entrou na Justiça com um pedido para se afastar do trabalho. A solicitação foi aceita pela Justiça Federal. “Foi uma decisão fantástica, que levou em conta as tendências mais modernas da sociedade. Não há mais um papel previamente definido das obrigações de homem e de mulher, cabendo a análise de cada caso isoladamente, com suas particularidades”, diz Vivian.

O direito de o homem ficar com seu filho é legítimo e não há dúvidas de que a extensão do período de cinco dias traria benefícios a todos. Algumas empresas no Brasil já fizeram isso por iniciativa própria. A Radix, por exemplo, concede licença de 15 dias aos pais. O Google dá quatro semanas e a Kraft Foods oferece seis dias corridos, além dos cinco garantidos por lei.

FONTE: http://mulher.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2013/03/22/licenca-paternidade-discussao-sobre-ampliacao-pode-demorar.htm

Retorno após Congresso

DSC00135Amigas pacientes,

Estou retornando após gratificante participação no 7th International DIP Symposium Diabetes, Hypertension and Metabolic Syndrome, realizado em Florença, Itália.

Assuntos muito relevantes sobre obesidade, controle de peso na gravidez, suplementação vitamínica, uso de insulina e hipoglicemiantes orais, vigilância fetal, novas tecnologias para diagnóstico de pré-eclâmpsia e monitoramento de glicemia e anemia foram expostos e debatidos pelos maiores especialistas do mundo.

Experiência maravilhosa!

No período em que estava fora, não houve publicação de posts, bem como, respostas às perguntas encaminhadas por vocês. Retornarei a normalidade a partir de segunda-feira dia 25 de março de 2013.

Abraços!

DIP 2013, the 7th International DIP Symposium on Diabetes, Hypertension, Metabolic Syndrome, and Pregnancy

Amigas pacientes,

Informo que entre os dias 11 a 22 de março estarei em viagem por conta do 7th International DIP Symposium on Diabetes, Hypertension, Metabolic Syndrome, and Pregnancy a ser realizado em Florença, Itália.

As minhas pacientes estarão sob os cuidados de Dra. Maria do Socorro Gomes, Dr. Alan de Melo Santos e Dr. Luciano Guerra.

Os contatos telefônicos desses profissionais estarão disponíveis em mensagem de voz no meu celular, no Centro Médico Álvaro Lemos (tel: 3504-5225; 3504-5097) e Hospital Santo Amaro (tel: 3504-5002).

Abraços

Gestantes brasileiras serão vacinadas contra coqueluche

Matéria publicada no site UOL Notícias traz informação importante para gestantes e profissionais de saúde!

 

Brasília – Gestantes brasileiras passarão a ser vacinadas contra coqueluche a partir deste ano. A estratégia é uma reação ao avanço da doença, que dobrou no País em 2012. De janeiro a dezembro, 4.453 pacientes tiveram a infecção confirmada. No ano anterior, foram 2.258 casos. As mortes também aumentaram. Em 2011 foram 56 e ano passado, 74.

 

Na semana passada, o Ministério da Saúde divulgou um alerta sobre a situação da doença no País, pedindo para que profissionais de saúde fiquem atentos e, diante dos sintomas da doença, passem a pedir exame para confirmação da infecção. “Quando diagnosticada precocemente, o tratamento é bastante eficaz”, afirmou o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.

 

Barbosa afirmou não haver uma razão definida para o aumento dos casos da doença, fenômeno que, segundo ele, ocorre também em outros países. “Nos Estados Unidos, o pico ocorreu em 2010, com 27.550 infecções confirmadas”, relatou.

 

Estatísticas mostram que o número de crianças imunizadas vem caindo desde 2010. Mesmo assim, o secretário descarta que o aumento de casos esteja associado a uma menor cobertura vacinal. “A maior parte dos casos foi registrada entre menores de seis meses, quando o esquema terapêutico ainda não está completo.”

 

A estratégia de prevenção da coqueluche atualmente é baseada na imunização de crianças. São três doses da vacina pentavalente (que protege também contra difteria, tétano, Haemophilus influenza tipo B e hepatite B), aplicadas a partir de dois meses. A última dose é dada aos 8 meses.

 

“O produto é considerado eficiente”, assegurou Barbosa. Mas, o avanço do número de casos colocou em dúvida a durabilidade da proteção. Uma das hipóteses é a de que, com passar dos anos, a vacina perca a eficácia, deixando vulneráveis adultos jovens. Essa população poderia apresentar a forma mais leve da doença, muitas vezes sem sintomas importantes. “A hipótese é a de que a doença nem seja notada. E esse grupo poderia passar o vírus para crianças que ainda não estão totalmente protegidas contra a doença.”

 

A vacinação de gestantes pretende aumentar a proteção dos bebês, que começaria a ser feita ainda durante a gestação. Em março, o governo deverá se reunir com fabricantes para definir a compra da vacina.”Chamada de DTP acelular, ela é diferente daquela usada nos bebês. Tem uma produção menor”, afirmou o secretário. A expectativa é de que 4 milhões de gestantes sejam imunizadas.

 

A coqueluche é transmitida principalmente pelo contato com gotículas de secreção eliminadas ao tossir, falar e espirrar. A doença, transmitida por bactéria, apresenta como primeiros sintomas catarro, febre baixa, espirro, falta de apetite e tosse noturna. Se não tratada, ela pode levar à morte.

FONTE: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2013/02/14/gestantes-brasileiras-serao-vacinadas-contra-coqueluche.htm

Apoio familiar ajuda a grávida a lidar melhor com as alterações de humor

gestante-com-luvas-de-boxe-pronta-para-se-defender-ljupco-smokovski-shutterstock-0000000000005DA0Matéria publicada no UOL Mulher, excelente para mostrar aos maridos!

 

 

Emocionar-se com um comercial de TV e, no instante seguinte, brigar feio com o marido por causa da decoração do quarto do bebê é um exemplo que retrata bem como o humor da grávida pode flutuar.
Na gestação, tanto as sensações de alegria como as de tristeza se tornam exacerbadas. Essa gangorra emocional se deve a fatores fisiológicos e emocionais. O desequilíbrio hormonal é um dos grandes responsáveis. “No início, até a 14ª semana, a mulher recebe altas doses de progesterona e estrogênio, que afetam o humor e têm efeito depressivo. Dependendo da personalidade e do contexto, a gestante pode ficar mais sensível e introspectiva”, afirma Mary Nakamura, professora de ginecologia e obstetrícia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Segundo Mary, além do período gestacional, os hormônios provocam essa bagunça no humor feminino na adolescência, com a primeira menstruação, e na menopausa. No segundo trimestre da gravidez, o corpo vai se adaptando à enxurrada de hormônios. No final, ela pode voltar a ter o humor alterado por causa da ansiedade causada pela proximidade do parto e por sua condição física –pés inchados, dores na coluna. Não mais pela ação dos hormônios.

Além das mudanças no organismo da grávida, a oscilação de humor pode ser explicada em função das dúvidas que cercam a fase. Com a felicidade de se tornar mãe, é preciso absorver muita novidade. É comum colocar em dúvida a própria capacidade de dar conta de um bebê. Existem também as transformações no corpo e o receio de nunca mais perder os quilos extras. O medo de ser substituída no emprego, além dos temores pela saúde do filho.

O contexto de vida de cada uma também deve ser considerado. A gravidez foi planejada? Qual é a condição financeira atual? E como está a relação com o parceiro? Como se isso não bastasse, a mulher sente a cobrança da sociedade, para a qual a gestante precisa estar sempre radiante.
“Essa pressão atrapalha a busca por ajuda. A mulher fica com vergonha de se queixar ou de admitir que a gravidez não é só felicidade”, diz a psiquiatra Renata Camacho, médica pesquisadora do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Reclamar não é a mesma coisa que não desejar o bebê. Nessa hora, fazer o pré-natal com um médico acolhedor faz toda a diferença.

Muita conversa

A mulher acaba descontando a irritação e a impaciência  nas pessoas mais próximas, como o marido, normalmente o principal alvo, a mãe, a sogra e as amigas íntimas. É justamente com eles que a conversa deve ser franca. A gestante deve falar abertamente sobre suas preocupações e fantasias. “Muitas vezes, as queixas são banalizadas pelo silêncio. A família deve ouvir com atenção e dar mais valor aquilo que a grávida fala. Expor os medos não é sinal de fraqueza”, afirma Patricia Bader Santos, coordenadora do serviço de psicologia do Hospital São Luiz, em São Paulo.

Para a obstetra Mary Nakamura, a grávida não está emocionalmente estruturada nessa fase e precisa do suporte da família. Para provar isso, ela está finalizando uma pesquisa na Unifesp em que vai mostrar como essa rede social é fundamental. “Não pode haver cobranças e julgamentos do parceiro ou dos familiares. É preciso dar apoio. Um gesto, como acompanhar a mulher nas consultas, já a ajuda a se sentir reconfortada.”
Se a tristeza, o desânimo e a irritação forem constantes, é bom procurar um médico para checar se não se trata de algo mais sério. “Um dos critérios é a frequência e a intensidade dos sentimentos. Se a mulher já passou por alguma crise de depressão anterior, tem mais chances de desenvolver a doença na gravidez e no pós-parto”, afirma Patricia, do Hospital São Luiz.

FONTE: http://mulher.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2013/02/14/apoio-familiar-ajuda-a-gravida-a-lidar-melhor-com-as-alteracoes-de-humor.htm