Vacina contra a gripe é segura e protege a mãe e o bebê

gravida-gripe-1364495264685_300x420A vacinação contra gripe é recomendação muito importante durante a gravidez, por conta da vulnerabilidade da paciente frente a esse tipo de infecção. Leia matéria no site UOL Mulher e informe-se!

Às vésperas do início de mais uma campanha nacional de vacinação contra a gripe, que neste ano acontece entre os dias 15 e 26 de abril, é tempo de as gestantes incluírem em sua rotina de cuidados uma ida ao posto de saúde mais próximo para se vacinar sem receio de possíveis problemas.
“A princípio, a vacina era contraindicada porque se desconheciam os danos que poderia causar ao feto. Mas hoje o Ministério da Saúde, ciente de sua segurança, preconiza a aplicação”, afirma a infectologista Raquel Muarrek, do Hospital São Luiz, em São Paulo. As grávidas fazem parte do grupo prioritário, que inclui as crianças maiores de seis meses e menores de dois anos, que recebem a vacina gratuitamente nos postos de saúde.

Um estudo realizado em 2012 trouxe mais tranquilidade às mães e aos médicos. Pesquisadores da Clínica Wisconsin Marshfield, nos Estados Unidos, compararam 243 gestantes que sofreram aborto com outras 243 que não sofreram. No primeiro grupo, 38 mulheres haviam tomado a vacina quatro semanas antes de perderem seus bebês. No segundo, 31. Os números fizeram com que os pesquisadores concluíssem que a vacinação não foi fator de risco aumentado para os abortos.

Os estudos têm demonstrado a segurança da vacinação em qualquer momento da gravidez. “De modo geral, evitamos indicar qualquer vacina no primeiro semestre de gestação. Isso porque os abortos espontâneos são mais comuns nesse período e pode ficar a impressão de que há alguma relação com a vacina”, afirma a mestre em ciências médicas Carolina Mocarzel, da Unidade Materno Fetal do Hospital Federal dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro.
“Mas, no caso da vacina de gripe, como ela é especialmente importante durante o inverno, quando se concentra a maioria dos casos da doença, deve-se vacinar a gestante em qualquer fase. Essa recomendação é confirmada pelo informe técnico da campanha nacional de vacinação contra a gripe do Ministério da Saúde.”

Os riscos de efeitos colaterais são mínimos. “A vacina têm um perfil de segurança excelente e é muito bem tolerada. Deve ser evitada apenas por mulheres com histórico de alergia a ovo de galinha, uma vez que há elementos dele na composição”, fala Carolina Mocarzel. “Esse tipo de vacina é feito com vírus inativados, o que significa que contém somente vírus mortos, daí sua segurança”, declara  o infectologista Marco Antonio Cyrillo, da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia).
As reações previstas são brandas, como dor e sensibilidade na região da injeção. Entre seis e 12 horas após a vacinação, também é possível ocorrer febre, mal-estar e dor no corpo, sintomas que persistem por dois dias. Em apenas 10% dos casos, a vacina provoca uma forma mais atenuada de gripe.
A doença pode ser bem mais chata. Como o sistema imunológico da gestante fica mais “preguiçoso”, a chance de contrair doenças virais é maior. Como a gama de medicamentos que pode tomar para controlar a doença é reduzida, ela tem de conviver com o mal-estar por mais tempo.

Proteção para o bebê

A vacina contra a gripe garante proteção não apenas para a gestante, mas também para o bebê logo após o nascimento. “Durante a gestação, há transferência de anticorpos maternos para o feto por meio da placenta”, diz a médica Carolina Mocarzel. “Já foi comprovado que a vacinação da gestante é uma estratégia eficaz de proteção ao recém-nascido. Os estudos científicos demonstram um número menor de casos da doença em bebês de mães vacinadas”, fala a especialista.
Um desses estudos foi realizado pela Universidade de Utah, nos Estados Unidos, em 2012, com 27 gestantes. De acordo com a pesquisa, 41% delas receberam vacinação contra a gripe e 59% não. Exames de sangue realizados nas crianças imediatamente depois do nascimento mostraram que todos os bebês filhos de mães que tinham sido vacinadas apresentavam os anticorpos contra a gripe, contra apenas 31% dos filhos das que não tinham sido vacinadas. Os anticorpos desse último grupo provavelmente foram adquiridos porque a mãe teve contato com o vírus durante a gestação.

Dois meses depois do nascimento, 60% dos filhos das mães vacinadas ainda apresentavam anticorpos, contra apenas 11% do outro grupo. É uma vantagem tremenda para o bebê, uma vez que a vacina contra a gripe só pode ser aplicada nas crianças depois dos seis meses de vida.

FONTE: http://mulher.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2013/04/01/vacina-contra-a-gripe-e-segura-e-protege-a-mae-e-o-bebe.htm

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Estudo descarta vínculo entre vacina da gripe e aborto espontâneo

Matéria do UOL Notícias sobre vacina da gripe em gestantes. Importante, pois, algumas vezes, existe receio por parte das pacientes em seguir as recomendações de vacinação orientadas por seu obstetra. Boa leitura!!!

 

A vacina contra a gripe não aumenta o risco de aborto espontâneo ou morte pré-natal, segundo um estudo celebrado na Noruega e publicado nos Estados Unidos sobre o imunizante contra o vírus H1N1, predominante durante a pandemia de 2009-2010.

No entanto, as grávidas que contraem a gripe correm um risco maior de perder o bebê, lembraram os autores deste estudo, divulgado na edição da última quinta-feira (17) do periódico New England Journal of Medicine.

As autoridades norueguesas tinham incentivado as grávidas a tomar a vacina, mas a informação publicada na imprensa de que a vacina contra a gripe aumentava o risco de perder o bebê levou um grande número de norueguesas a não se vacinar.

Cientistas americanos e noruegueses chegaram a essa conclusão no estudo analisando os expedientes médicos, particularmente aqueles do sistema de saúde da Noruega.

Eles analisaram dados provenientes das consultas médicas, dos registros de nascimento e também aqueles provenientes da vacinação de mulheres grávidas contra a gripe.

Segundo a pesquisa, o risco de perder o bebê pode ser multiplicado por dois se a mulher grávida contrair a gripe, enquanto a vacinação demonstrou que este risco diminui.

“O mais importante é que a vacinação protege as mulheres grávidas contra a gripe, que pode ser nefasta tanto para a mãe quanto para a criança”, afirmou o doutor Allen Wilcox, dos Institutos Americanos da Saúde (NIH, na sigla em inglês), co-autor do estudo.

A pesquisa foi realizada a partir da pandemia de gripe com o vírus H1N1, registrada em 2009-2010.

 

FONTE: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/afp/2013/01/18/estudo-descarta-vinculo-entre-vacina-da-gripe-e-aborto-espontaneo.htm

Exame laboratorial para detecção de Síndrome de Down

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Texto completo e de fácil entendimento vinculado ao site Minha Vida do UOL. Atualmente existem protocolos de triagem de cromossomopatias através de avaliações ultrassonográficas em conjunto com testes laboratoriais. As atuais condutas serão mantidas a princípio reservando o NIPT para casos selecionados.

Acaba de chegar aos laboratórios brasileiros um exame de sangue capaz de detectar problemas cromossômicos no feto a partir da nona semana de gravidez. O exame chamado NIPT-PanoramaTM é comercializado nos Estados Unidos há mais de um ano e foi criado para diagnosticar precocemente a presença de Síndrome de Down e de outras doenças genéticas no feto. Até hoje no Brasil o exame realizado para identificar síndromes congênitas é a amniocentese, um exame no qual é inserida uma agulha no abdômen da gestante para a remoção de pequenas quantidades de líquido amniótico que são analisadas em laboratório. Segundo o ginecologista Arnaldo Cambiaghi, diretor do Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia – órgão responsável por trazer o NIPT para o Brasil – a amniocentese é um procedimento invasivo, que segundo pesquisas pode levar uma em cada 100 mulheres a abortar espontaneamente. O novo exame de sangue seria uma alternativa com menores riscos. Quer entender melhor como esse procedimento funciona? Tire suas dúvidas:

Como é feito o novo exame?

O NIPT-PanoramaTM analisa, pelo sangue materno, a saúde cromossômica do bebê na fase inicial de gestação, demorando cerca de dez dias para apresentar o resultado. “O teste é colhido no consultório como um exame de sangue comum e vai para os EUA, onde é feita a análise do material genético do feto que fica circulando no sangue da mãe durante a gestação”, explica o ginecologista Arnaldo. O exame é realizado no início da gravidez, a partir da nona semana, pois nessa fase algumas células do embrião já passaram para o sangue da mãe. O pediatra e especialista em Síndrome de Down Zan Mustacchi, responsável pelo Departamento de Genética Clínica do Hospital Infantil Darcy Vargas, explica que caso o material genético do bebê tenha três cromossomos em algum dos pares estudados (13, 18, 21, X e Y) é feito o diagnóstico para alguma das doenças cromossômicas, conforme o trio identificado.

Ele faz o diagnóstico apenas de Síndrome de Down?

A versão mais completa do teste detecta as principais doenças cromossômicas: Síndrome de Down (Trissomia do cromossomo 21), Síndrome de Patau (Trissomia do cromossomo13), Síndrome de Edwards (Trissomia do cromossomo 18), Síndrome de Klinefelter e Monossomia do X, além do sexo do feto.

Quanto ele custa?

A análise capaz de detectar um maior número de doenças custa R$ 3.500 se feita no IPGO. Outros laboratórios brasileiros, com o Albert Einstein e o Fleury também vão comercializar exames similares, mas ainda não foram divulgados preços.

Esse exame pode prejudicar o bebê?

“O NIPT-Panorama não coloca em risco o bem-estar do bebê, pois é um simples exame de sangue da mãe”, afirma o ginecologista Arnaldo. Ao contrário da amniocentese, esse exame sequer entra em contato com a bolsa amniótica, que protege e abriga o feto, evitando o risco de um aborto espontâneo.

O exame pode ser realizado no início da gravidez?

Não. O exame pode ser feito em qualquer momento a partir das nove semanas de gestação, mas a recomendação é entre 10 e 22 semanas. Para realizar o teste de triagem NIPT-Panorama são necessários dois tubos de sangue da mãe – uma amostra de DNA da mãe é utilizada como comparação com o DNA fetal, e esse paralelo que dará os resultados e estimativas de risco fetal para as doenças listadas. É necessário esperar nove semanas, pois só após esse período é que o sangue da mãe já contém células livres do DNA fetal.

O pai precisa enviar algum material genético?

Como o resultado do exame é uma comparação entre a genética da mãe e do feto, o material genético do pai não costuma ser necessário. Em alguns casos não é possível coletar material suficiente apenas com a amostra de sangue da mãe, sendo necessária uma segunda coleta. “Uma amostra do pai obtida por meio de coleta de células da mucosa bucal com uma haste flexível pode ajudar a reduzir essa necessidade, mas não é uma regra para o sucesso do exame” explica Arnaldo, diretor do IPGO.

Qualquer gestante pode fazer?

O ginecologista Arnaldo afirma que o teste não pode ser realizado em gestações de bebês múltiplos, em gestações que usaram um óvulo de doadora ou em gestações em que a mãe teve um transplante de medula óssea antes. “Isso porque essas condições podem causar uma confusão do material genético, impedindo o diagnóstico preciso”, diz Arnaldo Cambiaghi. Salvo as exceções, o exame é indicado para gestações com idade materna avançada; alterações de outros marcadores no sangue materno; história pessoal ou familiar de alterações cromossômicas (aneuploidia); ultrassom anormal; ou desejo do casal que se preocupa com estas doenças. Outras situações serão avaliadas pela equipe médica que acompanha a gestação.

Por que o diagnóstico precoce é importante?

Se o resultado for positivo, o casal terá tempo para se preparar, se informar sobre a síndrome congênita em questão e criar um ambiente ideal para receber a criança. O pediatra Zan afirma que medidas tomadas durante a gestação podem ser decisivas para o pleno desenvolvimento da criança com Síndrome de Down, por exemplo. “O primeiro passo é controlar o ganho de peso e ter acompanhamento nutricional, dando preferência a alimentos que tenham nutrientes de atuação neurológica (favorecem o intelecto), como peixes e vegetais verde-escuros”, diz o especialista. Ele explica que essas medidas são fundamentais para reduzir o comprometimento intelectual da criança.

Outra medida importante é acompanhar o desenvolvimento do coração do bebê, já que crianças com Síndrome de Down apresentam um risco 50% maior de sofrer uma cardiopatia – nesse caso, é a má formação do coração, que não se desenvolve por completo. “Identificar uma cardiopatia prematuramente pode evitar complicações durante a gestação e parto, que nesse caso deve ser cesariana e com uma equipe médica preparada”, diz Zan Mustacchi.

FONTE: http://minhavida.uol.com.br/familia/materias/16004-tire-suas-duvidas-sobre-o-exame-de-sangue-que-detecta-sindrome-de-down

HIV requer cuidados especiais durante o pré-natal

A descoberta da gestação traz uma série de responsabilidades à futura mamãe, que precisa manter hábitos saudáveis em prol do seu bem-estar e do bebê. Esses cuidados devem ser redobrados quando a gestante é portadora de HIV (vírus da imunodeficiência humana), o que não quer dizer que sua gravidez não transcorrerá normalmente como qualquer outra.

A ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz Karina Zulli, traz dicas de como ter uma gestação tranquila e esclarece os mitos de transmissão do vírus para o bebê. De acordo com a profissional, no pré-natal, é importante que a gestante faça o teste anti-HIV.

Dados do Ministério da Saúde apontam que os riscos de transmissão mãe-filho estão cada vez menores na população brasileira. Devido ao tratamento e acompanhamento adequado logo no início da gestação, as chances de recém-nascidos contraírem o vírus é reduzida em 50%.

Os principais fatores associados aos riscos de transmissão na gestação são virais, imunológicos e obstétricos, que ocorrem durante o trabalho de parto. Segundo a obstetra, durante o pré-natal, todos esses fatores devem ser fortemente analisados.

Aspectos psicológicos Em todas as fases da gravidez, o obstetra responsável deve estar atento as possíveis variações de humor e reações depressivas, frequentes em grávidas soropositivas. O apoio da família contra situações de preconceito, que podem influenciar o bom resultado do tratamento, é de extrema importância para uma gestação mais tranquila.

Aborto Mesmo com todos os riscos, a gestante portadora de HIV não deve se preocupar com as possibilidades de aborto, que não são favoráveis ao quadro, salvo quando a paciente estiver com o sistema imunológico muito debilitado.

Alimentação A alimentação não sofre grandes alterações. “Deve ser balanceada e equilibrada, mas vale ressaltar que, diante dos medicamentos antirretrovirais, o fígado pode apresentar alterações em suas enzimas, por isso é importante minimizar o consumo de substâncias que possam causar prejuízo às enzimas hepáticas, como alimentos gordurosos e bebidas alcoólicas”, explica a especialista.

Fique tranquila Com o tratamento correto, não há motivos para grandes preocupações. O índice de transmissão de uma mãe que faz o controle e acompanhamento adequado não chega a 5%. Com isso, mãe e bebê estão livres para curtir esse momento tão especial.

FONTE: http://semprematerna.uol.com.br/gravidez/hiv-requer-cuidados-especiais-durante-o-pre-natal

Medidas simples ajudam a aliviar dores comuns na gravidez e evitam o uso de remédios

Para gerar uma vida, o corpo feminino passa por uma grande transformação durante a gestação. As alterações dessa fase interferem em vários sistemas, principalmente nos osteo-músculo-articular, digestório, circulatório e respiratório. “Todas essas modificações têm como objetivo adaptar o organismo para carregar e nutrir o feto”, afirma o ginecologista e obstetra Alberto Jorge Guimarães, mestre pela Escola Paulista de Medicina da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Guimarães afirma que essas mudanças no corpo da mulher fazem parte de toda gestação normal e, apesar do desconforto e das muitas dores que elas podem causar, o uso de qualquer remédio sem prescrição médica é perigoso.

“Os medicamentos devem ser usados apenas com indicação médica e nos casos de dor extrema, nos quais já foram tentadas todas as estratégias não medicamentosas e elas não funcionaram”, declara o especialista.

Flávia Fairbanks, ginecologista do Hospital São Luiz, em São Paulo, mestre em ginecologia pela Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), afirma  que muitos remédios podem afetar os órgãos do bebê, que estão em formação. “Os anti-inflamatórios, por exemplo, podem comprometer algumas estruturas do coração da criança”, diz a especialista.

Os incômodos mais frequentes

Primeiro trimestre Logo no início da gravidez, é comum que a mulher apresente dor nos seios, que tende a regredir espontaneamente. “O uso de sutiãs adequados, com alças largas e apoio nas costas, minimiza o desconforto”, diz a ginecologista e obstetra Bárbara Murayama.
Para a ginecologista e obstetra Denise Gomes, membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), alguns sintomas podem ser contornados com uma boa alimentação.
“A gestante tem de se alimentar bem, pensar no que vai ingerir e não comer muito. O ganho de peso deve ser, no máximo, entre dez e 12 quilos durante a gestação inteira”, diz a médica. Denise afirma que alimentos ricos em sal podem piorar muito o inchaço, um dos incômodos do primeiro trimestre, e devem ser evitados. Frituras também precisam ser riscadas do cardápio da grávida.

Ingerir porções menores e não ficar mais do que três horas sem comer são outros cuidados que permitem que a mulher drible o enjoo, tão comum no início da gestação, sem ter de apelar para um remédio que iniba os vômitos.

“Em contrapartida, água e líquidos em geral, sem açúcar, devem ser ingeridos com abundância, pois ajudam no funcionamento do intestino, do sistema urinário e ainda auxiliam a reduzir o edema ou inchaço”.

De acordo com o ginecologista e obstetra Alfonso Massaguer, especialista em reprodução humana pelo Instituto Universitário Dexeus, de Barcelona, as dores de cabeça também podem se intensificar ao longo da gravidez. “Os altos níveis hormonais podem piorar quadros de enxaqueca nas pacientes predispostas”. E a alimentação balanceada ajuda a evitar esse problema também.

Para buscar alívio para as enxaquecas, Flávia Fairbanks diz que a gestante pode fazer escalda-pés e massagear as têmporas com as pontas dos dedos, em movimentos circulares. “Mas o repouso é a principal recomendação”, declara a especialista.

Segundo trimestreNessa fase, de acordo com os especialistas, é comum a mulher sentir a chamada dor no baixo ventre, que acontece em função do crescimento do útero, que passa a pressionar músculos, ligamentos, veias e outros tecidos do corpo.

“A dor no baixo ventre, que lembra a cólica menstrual, causa medo de abortamento, mas geralmente cessa espontaneamente, sem a necessidade de medicação”, declara Alberto Guimarães. Para amenizar o problema, a mulher pode tomar banhos quentes ou usar bolsas térmicas no local. Se a dor não melhorar ou houver sangramento, a gestante deve procurar imediatamente o médico com quem faz o pré-natal.

O que também ocorre nesse período da gravidez é o peso do útero modificar o eixo gravitacional da mulher. A gestante passa a curvar mais a coluna –desenvolvendo hiperlordose (aumento da curvatura da região lombar) e hipercifose (aumento da curvatura da região dorsal)– e a alargar a base de sustentação, andando com os pés afastados. Tudo isso leva à utilização de grupos musculares que não são rotineiramente solicitados e pode provocar desconforto na coluna e fadiga. “Alongamento e atividade física regulares ajudam a estabilizar e a fortalecer os grupos musculares mais solicitados”, afirma Malaguer.

Terceiro trimestreOs incômodos articulares causados pelo acúmulo de líquido podem estar mais presentes à medida em que a gravidez progride e o peso da gestante aumenta, sobretudo em mulheres menos ativas fisicamente. “No último trimestre, algumas grávidas se referem às dores nas virilhas”, afirma o ginecologista e obstetra Cláudio Basbaum, introdutor do Parto Leboyer (nascimento sem violência) e da Técnica de Shantala (massagem para bebês), no Brasil e obstetra da Maternidade São Luiz, em São Paulo.

“Nessa fase recomendamos a prática de exercícios físicos sem impacto com fortalecimento, como o alongamento e o relaxamento muscular, massagens e imersões em água aquecida, além de usar calçado de salto baixo e adequado“, segundo o médico.
Outras medidas gerais são válidas para todas as gestantes. “Adotar a postura ereta ao sentar, usar colchão mais firme, evitar carregar excesso de peso e deitar-se de lado –de preferência com uma almofada entre os joelhos– são atitudes que facilitam a rotina sem grandes incômodos”, segundo Basbaum. O médico sugere que, ao se levantar, a grávida  tome o cuidado de, primeiro, se acomodar em ‘posição fetal’ para elevar-se de lado, para não forçar a coluna.

Rastreamento na gravidez ajuda identificar deficiência no bebê

Durante a gestação, há inúmeros cuidados que a futura mamãe precisa ter em relação à saúde dela e do bebê. Entre eles, está a realização de exames de rastreamento do desenvolvimento do feto, chamados não invasivos, que identificam os riscos de o filho nascer com alguma deficiência genética.

Segundo o ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz, Javier Miguelez, o foco é avaliar se existem possíveis síndromes ou má formação física, para preparar a mamãe psicologicamente, caso exista alguma anormalidade. Por exemplo, a Síndrome de Down, anomalia cromossômica de maior incidência, que ocorre em uma a cada 500 gestações.

O ultrassom e a coleta de sangue da gestante são considerados exames não invasivos e precisam ser feito durante toda a gravidez. Juntos, eles podem rastrear até 90% dos casos de Síndrome de Down. “É importante que eles sejam feitos periodicamente, conforme solicitação do obstetra, pois nem sempre as alterações aparecem na primeira vez”, informa Miguelez.

Caso as avaliações apresentem possibilidades, não significa necessariamente que o bebê tem alguma doença genética. Para ter certeza é necessária investigação mais aprofundada. Nesses casos, os procedimentos trazem pequeno risco de 0,5 a 1% de aborto espontâneo ou prematuridade.

A futura mamãe pode ou não se submeter aos exames de rastreamentos invasivos caracterizados pela retirada de material fetal para análise. Por isso, a realização é decisão importante dos futuros papais para confirmar, antes do nascimento do filho, problemas congênitos ou alteração cromossômica.

Anteriormente, eram indicados somente para mulheres acima de 35 anos. Agora, foi levantado que 70% das mães com filhos portadores de anomalias genéticas são jovens.

Os especialistas recomendam que os exames não invasivos sejam realizados no primeiro trimestre, período em que é possível diagnosticar 1/3 dos possíveis problemas, e que sejam repetidos no segundo trimestre, quando já se pode identificar 2/3.

FONTE: http://semprematerna.uol.com.br/gravidez/rastreamento-na-gravidez-ajuda-identificar-deficiencia-no-bebe