Uso de Ácido Fólico

Queridas pacientes,

Por incrível que pareça, os cuidados com a gravidez devem começar muito antes da grande satisfação de receber o resultado positivo do beta-hCG. Iniciam-se sim quando surge a vontade de ser mãe, quando se identifica o momento de exercer o dom mais divinal do ser humano – a maternidade.

Os cuidados que antecedem a gestação visam promover a saúde e o bem estar da mãe e do futuro bebê. Dentre tantos, um de grande impacto no desenrolar saudável da gravidez está no uso do ácido fólico.

Com grandes evidências científicas, a ingestão suplementar de ácido fólico nos dois meses anteriores à gravidez visa previnir o aparecimento de defeitos do tubo neural no feto.

Esse grupo de anomalias é ocasionado pelo fechamento precoce e incompleto da placa neural (precursora do sistema nervoso central), traduzindo-se em pertubações do encéfalo e da medula.

Baixos níveis de folato circulantes no organismo materno nas três ou quatro primeiras semanas de gestação são pre-disponentes para o desenvolvimento das anomalias citadas.

O uso do ácido fólico pré-concepcional deve-se ao fato de que muitas vezes o diagnóstico da gestação acontece após o seu primeiro mês, ou seja, tarde demais para os maiores benefícios de tal suplementação.

Portanto, o início anterior à gravidez visa surpreender essa faixa de tempo gestacional tão precoce , garantindo assim maior eficácia.

As doses habituais recomendadas para a maioria das pacientes são da ordem de 400 mcg ao dia, podendo chegar a cinco miligramas diárias a depender das patologias maternas associadas e uso de medicações. A recomendação atual da suplementação de ácido fólico para a prevenção dos defeitos do tubo neural vai até a 12a semana de gravidez.

Cabe ao ginecologista prescrever o ácido fólico para todas as pacientes que decidem interromper o uso do método contraceptivo e para todas com vida sexual ativa e que não utilizem anticoncepcional.

Saudações.

Dr. Paulo Gomes Filho

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