Gestantes brasileiras serão vacinadas contra coqueluche

Matéria publicada no site UOL Notícias traz informação importante para gestantes e profissionais de saúde!

 

Brasília – Gestantes brasileiras passarão a ser vacinadas contra coqueluche a partir deste ano. A estratégia é uma reação ao avanço da doença, que dobrou no País em 2012. De janeiro a dezembro, 4.453 pacientes tiveram a infecção confirmada. No ano anterior, foram 2.258 casos. As mortes também aumentaram. Em 2011 foram 56 e ano passado, 74.

 

Na semana passada, o Ministério da Saúde divulgou um alerta sobre a situação da doença no País, pedindo para que profissionais de saúde fiquem atentos e, diante dos sintomas da doença, passem a pedir exame para confirmação da infecção. “Quando diagnosticada precocemente, o tratamento é bastante eficaz”, afirmou o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.

 

Barbosa afirmou não haver uma razão definida para o aumento dos casos da doença, fenômeno que, segundo ele, ocorre também em outros países. “Nos Estados Unidos, o pico ocorreu em 2010, com 27.550 infecções confirmadas”, relatou.

 

Estatísticas mostram que o número de crianças imunizadas vem caindo desde 2010. Mesmo assim, o secretário descarta que o aumento de casos esteja associado a uma menor cobertura vacinal. “A maior parte dos casos foi registrada entre menores de seis meses, quando o esquema terapêutico ainda não está completo.”

 

A estratégia de prevenção da coqueluche atualmente é baseada na imunização de crianças. São três doses da vacina pentavalente (que protege também contra difteria, tétano, Haemophilus influenza tipo B e hepatite B), aplicadas a partir de dois meses. A última dose é dada aos 8 meses.

 

“O produto é considerado eficiente”, assegurou Barbosa. Mas, o avanço do número de casos colocou em dúvida a durabilidade da proteção. Uma das hipóteses é a de que, com passar dos anos, a vacina perca a eficácia, deixando vulneráveis adultos jovens. Essa população poderia apresentar a forma mais leve da doença, muitas vezes sem sintomas importantes. “A hipótese é a de que a doença nem seja notada. E esse grupo poderia passar o vírus para crianças que ainda não estão totalmente protegidas contra a doença.”

 

A vacinação de gestantes pretende aumentar a proteção dos bebês, que começaria a ser feita ainda durante a gestação. Em março, o governo deverá se reunir com fabricantes para definir a compra da vacina.”Chamada de DTP acelular, ela é diferente daquela usada nos bebês. Tem uma produção menor”, afirmou o secretário. A expectativa é de que 4 milhões de gestantes sejam imunizadas.

 

A coqueluche é transmitida principalmente pelo contato com gotículas de secreção eliminadas ao tossir, falar e espirrar. A doença, transmitida por bactéria, apresenta como primeiros sintomas catarro, febre baixa, espirro, falta de apetite e tosse noturna. Se não tratada, ela pode levar à morte.

FONTE: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2013/02/14/gestantes-brasileiras-serao-vacinadas-contra-coqueluche.htm

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TST decide que gravidez ocorrida no aviso prévio garante estabilidade

Sempre bom para a gestante estar antenada sobre seus direitos. Leia matéria vinculada no Yahoo Notícias e informe-se!

 

BRASÍLIA – A gravidez ocorrida durante o aviso prévio, ainda que indenizado, garante à trabalhadora a estabilidade provisória no emprego. Neste caso, se a rescisão do contrato de trabalho ocorrer por desconhecimento da gravidez por parte do empregador ou até mesmo da própria trabalhadora, o direito ao pagamento da indenização não usufruída está garantido. A decisão, unânime, é da 3ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que reconheceu o direito de uma trabalhadora que ficou grávida durante o período de aviso prévio, e reformou decisões de instâncias anteriores.

A trabalhadora recorreu à Justiça do Trabalho pedindo reintegração ao emprego. Mas o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP) não reconheceu a estabilidade por gravidez, entendendo que, no momento da rescisão do contrato, a trabalhadora não estava grávida. Ao apelar ao TST, a trabalhadora sustentou que o pré-aviso não significa o fim da relação empregatícia, “mas apenas a manifestação formal de uma vontade que se pretende concretizar adiante, razão por que o contrato de trabalho continua a emanar seus efeitos legais”.

O relator do processo na Terceira Turma, ministro Maurício Godinho Delgado, destacou que o próprio Tribunal Regional admitiu que a gravidez ocorreu no período de aviso prévio indenizado. Ele considerou também orientação do TST, que dispõe que a data de saída a ser anotada na carteira de trabalho deve corresponder à do término do prazo do aviso prévio, ainda que indenizado.

FONTE: http://br.noticias.yahoo.com/tst-decide-gravidez-ocorrida-aviso-pr%C3%A9vio-garante-estabilidade-185958636.html

Até 24% das mulheres continuam fumando na gravidez, diz pesquisa

Todo mundo já tem consciência de que não é saudável fumar durante a gravidez, mas uma pesquisa realizada nos Estados Unidos informou que 12% a 24% das mulheres grávidas continuam a usar o tabaco, de acordo com dados coletados naquele país.

De acordo com novas evidências descobertas por um pesquisador da Escola de Medicina  da Universidade de Loma Linda, na Califórnia, a exposição do feto à nicotina pode estar associada ao aumento da pressão arterial das crianças e posteriormente aos adultos. O estudo mediu os efeitos da nicotina nos fetos de ratos, ao invés de seres humanos em desenvolvimento. Mas quando a associação é feita em seres humanos é preciso ficar atento a possíveis doenças de coração e aumento da pressão arterial de crianças.

Estudos anteriores em humanos mostraram que crianças nascidas de mães fumantes sofrem danos vasculares ou dos vasos sanguíneos. No entanto, ainda é impossível provar a correlação dada.

Professor assistente de pesquisa de ciências básicas em Loma Linda, Da Liao Xiao começou a testar a associação em ratos. Em um experimento, ele deu a 12 ratas grávidas uma dose diária de nicotina por via intravenosa. Em outras 13 diferentes ratas grávidas foi aplicado um placebo salino. Os filhotes foram monitorados por até cinco meses para verificar sinais de danos cardíacos ou outros problemas de circulação. Após cinco meses, os ratinhos nascidos dos ratos que receberam nicotina tinha dois sinais clássicos de risco cardíaco elevado: aumento do estresse oxidativo e hipertensão.

Uma outra pesquisa realizada no Reino Unido comparava outros males do fumo na gravidez. O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Londres, analisou pesquisas feitas nos últimos 50 anos sobre o mal do cigarro durante o período de gestação e obteve evidências de que a nicotina e outros componenentes químicos do fumo podem causar fissuras orais, deformidades nos membros, pé torto e distúrbios gastrointestinais e óticos, mortes durante o parto ou nascimento prematuro.

Em todo o mundo, 250 milhões de mulheres fumam por dia, segundo estatísticas da 14ª Conferência Mundial em Tabaco ou Saúde, realizada em 2009 em Mumbai.

FONTE: http://saude.terra.com.br/gestacao/ate-24-das-mulheres-continuam-fumando-na-gravidez-diz-pesquisa,4b281b9aa3f27310VgnCLD100000bbcceb0aRCRD.html

Estudo indica que estresse da mãe afeta bebê no útero

O estresse de uma mãe pode afetar seu bebê ainda no útero, produzindo efeitos a longo prazo na vida da criança, sugerem pesquisadores alemães.

A equipe da Universidade de Kontanz, na Alemanha, observou que houve alterações biológicas em um receptor de hormônios associados ao estresse em fetos cujas mães estavam sob tensão intensa – por exemplo, por conviverem com um parceiro violento.

As alterações sofridas pelo feto podem fazer com que a própria criança seja menos capaz de lidar com o estresse mais tarde. Essas alterações foram associadas, por exemplo, a problemas de comportamento e doenças mentais.

As conclusões, baseadas em um estudo limitado feito com apenas 25 mulheres e seus filhos – hoje com idades entre 10 e 19 anos -, foram publicadas na revista científica Translational Psychiatry.

Os pesquisadores fazem algumas ressalvas: eles explicam que as circunstâncias das mulheres que participaram desse estudo eram excepcionais, e que a maioria das mulheres grávidas não seria exposta a graus tão altos de estresse durante um período tão longo.

A equipe enfatiza também que os resultados não são conclusivos, e que muitos outros fatores, entre eles o ambiente social em que a criança cresceu, podem ter desempenhado um papel nos resultados.

Mas os especialistas alemães suspeitam que o ambiente primordial, ou seja, o do útero, tenha papel crucial.

Investigação O estudo envolveu análises dos genes das mães e dos filhos adolescentes para a identificação de padrões pouco comuns.

Alguns dos adolescentes apresentaram alterações em um gene em particular – o receptor de glucocorticoide (GR) – responsável por regular a resposta hormonal do organismo ao estresse.

Esse tipo de alteração genética tende a acontecer quando o bebê está se desenvolvendo, ainda no útero.

A equipe disse acreditar que ela seja provocada pelo estado emocional ruim da mãe durante a gravidez.

Sensibilidade

Durante a gravidez, as mães participantes viveram sob ameaça constante de violência por parte de seus maridos ou parceiros.

Entre dez ou vinte anos mais tarde, quando os bebês, já adolescentes, foram avaliados, os especialistas constataram que eles apresentavam alterações genéticas no receptor GR não observadas em outros adolescentes.

A alteração identificada parece tornar o indivíduo mais sensível ao estresse, fazendo com que ele reaja à emoção mais rapidamente, dos pontos de vista mental e hormonal.

Essas pessoas tendem a ser mais impulsivas e podem ter problemas para lidar com suas emoções, explicam os pesquisadores –  que fizeram entrevistas detalhadas com os adolescentes.

Um dos líderes da equipe da Universidade de Kontanz, Thomas Elbert, disse: “Nos parece que bebês que recebem de suas mães sinais de que estão nascendo em um mundo perigoso respondem mais rápido (ao estresse). Eles têm um limite mais baixo de tolerância ao estresse e parecem ser mais sensíveis a ele”.

A equipe planeja agora fazer estudos mais detalhados, acompanhando números maiores de mulheres e crianças para verificar se suas suspeitas serão confirmadas.

Comentando o estudo, o médico Carmine Pariante, especialista em psicologia do estresse do Instituto de Psiquiatria do King’s College London, disse que o ambiente social da mãe é de extrema importância para o desenvolvimento do bebê.

Segundo ele, durante a gravidez, o bebê é sensível a esse ambiente de uma forma única, “muito mais, por exemplo, do que após o nascimento. Como temos dito, lidar com o estresse da mãe e com a depressão durante a gravidez é uma estratégia importante, clínica e socialmente”.

FONTE: http://saude.terra.com.br/gestacao/estudo-indica-que-estresse-da-mae-afeta-bebe-no-utero,24f88c3d10f27310VgnCLD100000bbcceb0aRCRD.html

Álcool durante a gravidez triplica risco de parto prematuro

Controle-se quando o assunto em questão é álcool na gravidez. Uma pesquisa do Trinity College Dublin, na Irlanda, indica que beber muito (pelo menos 20 unidades de álcool por semana ou uma taça grande de vinho por dia) pode triplicar o risco de parto prematuro e representar 50% de probabilidade do bebê nascer com pouco peso ou morrer logo após o nascimento, como informou o jornal Daily Mail.

Os cientistas entrevistaram mais de 60 mil mães para saber quanto elas ingeriram de álcool ao engravidar e durante as primeiras semanas de gestação. Segundo o site Science Daily, 71% delas admitiram beber ocasionalmente; 10%, quantidade moderada (6 a 20 unidades por semana); duas em 1 mil, consumia grande quantia (mais de 20 unidades). Cada unidade equivale a 10 gramas de álcool.

Foram relatados três casos de síndrome alcoólica fetal (que pode causar problemas físicos e mentais), sendo um deles em uma criança com mãe que declarou consumir pouco álcool.

A equipe disse ao jornal Daily Mail que precisa de mais levantamentos para abordar especificamente os efeitos da ingestão leve de álcool na gravidez para que possa ser considerado algo seguro. A publicação BMC Pregnancy and Childbirth divulgou esses dados.

FONTE: http://saude.terra.com.br/gestacao/alcool-durante-a-gravidez-triplica-risco-de-parto-prematuro,3e18468614f27310VgnCLD100000bbcceb0aRCRD.html

Pilates ajuda a cuidar da silhueta na gravidez sem radicalismo

Exercícios inspirados no pilates têm conquistado cada vez mais adeptas. O método integra corpo e mente na realização de movimentos que exigem força, controle, equilíbrio e alongamento muscular e tem se mostrado uma opção adequada para gestantes que buscam novas terapias para melhorar a qualidade de vida durante esse período. Segundo a fisioterapeuta Yara Moraes, sócia da Pilates Mania, os médicos costumam autorizar e incentivar as pacientes grávidas a praticarem o método. “A recomendação é que a adesão seja feita a partir do 3º mês, pois no primeiro trimestre ocorre a formação fetal e uma grande liberação hormonal que influencia todo o corpo da mulher”, diz. Como qualquer programa de exercícios para grávidas, o treino precisa ser individualizado, respeitando limites, resistência, flexibilidade, nível de aptidão, idade, saúde em geral e estágio da gestação, além de, claro, a autorização do médico que acompanha a gestante. O exercício contribui para melhorar o tônus, diminuir o risco de perda óssea, promover boa postura e melhorar a mecânica corporal. Pilates também melhora o humor, a autoestima e da imagem corporal que podem estar alteradas neste período. “As gestantes conseguem atingir todos os benefícios da prática, principalmente com a melhora da circulação e a eliminação de dores musculares devido às alterações de postura na gravidez”, finaliza Yara.

Escrito por Monique dos Anjos: http://blogs.abril.com.br/dieta-nunca-mais/2009/08/pilates-ajuda-cuidar-silhueta-na-gravidez-sem-radicalismo.html

Movimente-se durante a gravidez!

13/0700:03Agência Estado

Logo Agência Estado
Movimente-se durante a gravidez! Por Aléssio Calil Mathias* São Paulo, 09 (AE) – Foi-se o tempo em que a grávida precisava ficar quase em repouso. Hoje, já comprovamos que se a mãe se mantém ativa e saudável, ela faz bem para o bebê e para si mesma.

O exercício não precisa ser proibido. O importante é avaliar qual atividade combina com cada momento da gravidez.

A atividade física é importante em qualquer ciclo da vida e, Em relação às gestantes, não seria diferente, pois ela traz benefícios como melhora da circulação sanguínea, funcionamento do intestino, controle do peso além de um bem-estar geral. É de suma importância a prática da atividade física durante o pré-natal, pois, desta forma, a gestante ganha menos peso, melhora a atividade cardio-circulatória e, ainda previne quadros como diabetes gestacional e doença hipertensiva específica da gestação. Devemos levar em consideração algumas exceções, onde é proibida a atividade física, como placenta baixa, descolamento placentário, sangramentos, trabalho de parto prematuro, dentre outras razões médicas.

Se a mulher já é praticante de alguma atividade física antes mesmo da gravidez, o seu corpo já está condicionado para fazer este esforço durante a gestação. Já o contrário, iniciar a prática de uma atividade física durante a gestação pode não ser recomendável. Para as mamães que não tinham o hábito de praticar atividades físicas antes da gravidez, minha recomendação é a prática de hidroginástica, ioga, pilates, mas somente após completar o primeiro trimestre de gestação.

Atividades como hidroginástica, ioga e pilates são bastante indicadas para gestantes, pois não se tratam de exercícios de impacto, além de trabalharem a mente e o controle da ansiedade das mães. Estudos revelam também que a hidroginástica agrada aos bebês, além de contribuírem de forma positiva para o parto. Caminhar também melhora a função cardio-respiratória.

Já quando a mulher é habituada a praticar alguma atividade física, não há empecilho em dar continuidade ao processo durante a gestação. Muitas vezes, mesmo que iniciem a atividade física durante o pré-natal e não apresentando intercorrências, as gestantes também podem ser orientadas a continuar. É obvio que sempre acompanhada por um profissional. Como cada caso é único, a melhor opção é sempre consultar o seu obstetra antes de iniciar a prática de exercícios.

(*) Dr. Aléssio Calil Mathias é ginecologista, obstetra e diretor da Clínica Genesis, em São Paulo – http://www.clinicagenesis.com.br

(**) O conteúdo dos artigos médicos é de responsabilidade exclusiva dos autores.