40% das mães interrompem período de amamentação exclusiva antes da hora

Um estudo publicado nesta segunda-feira (25) na versão online de Pediatrics revelou que grande parte das mães inclui alimentos sólidos na dieta dos filhos antes do tempo recomendado pelos médicos. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as crianças devem fazer aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade. Mesmo assim, os pais apontam inúmeros motivos, como o fato de seu filho parecer estar com fome, para não manter a amamentação como única fonte de energia para o bebê.

Uma equipe de especialistas liderada por um epidemiologista da Centers for Disease Control and Prevention, nos Estados Unidos, examinou dados de cerca de 1.300 mães que incluíram alimentos sólidos na dieta de seus filhos antes do primeiro ano de vida. Todas foram questionadas sobre a razão que as fez adotar tal atitude.

Os resultados mostraram que 40.4% das mães deram alimentos sólidos para seus filhos antes que eles completassem quatro meses de idade. Do percentual, a maior parte (52.7%) recebia fórmulas, enquanto que poucas (24.3%) eram amamentadas. Os principais motivos dados pelos pais para introdução de alimentos sólidos na alimentação do bebê foram:

– Meu bebê parecia estar com fome;
– Meu bebê tinha idade o suficiente;
– Isso ajudaria meu bebê a dormir mais durante a noite;
– Queria alimentar meu bebê com algo além de fórmula ou leite materno;
– Meu bebê queria a comida que eu consumia;
– Um médico ou outro profissional da saúde disse que meu bebê estava pronto.

Pediatras do mundo todo incentivam as novas mães a amamentarem seus filhos com leite materno exclusivo até os seis meses, quando, então, poderão ser introduzidos alimentos sólidos na dieta da criança. Ainda assim, ela deveria continuar sendo amamentada até o primeiro ano de vida. A introdução precoce de alimentos sólidos pode favorecer o desenvolvimento de doenças crônicas, como a asma e a obesidade, como apontam estudos anteriores.

 

FONTE: http://minhavida.uol.com.br/familia/galerias/16186-40-das-maes-interrompe-periodo-de-amamentacao-exclusiva-antes-da-hora

Licença-paternidade: discussão sobre ampliação pode demorar

pai-bebe-1363891763329_615x300Matéria muito importante publicada no site UOL Mulher, afinal, pai também têm vez!

O filho nasce. São dois ou três dias de hospital, mais dois dias para resolver burocracias e lá se vai o pai de volta ao batente sem ter tido tempo de curtir o bebê e ajudar a mãe nessa fase importante de adaptação da família. A licença-paternidade, que no Brasil tem duração de cinco dias, é garantida pela Constituição de 1988. Têm direito a ela somente os funcionários contratados no regime de CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e os servidores públicos, para os quais a pausa remunerada é assegurada pela convenção da categoria.

Existem alguns pontos sobre os quais a legislação que regula o assunto não é muito clara. O principal é se a licença deve ser contada em dias corridos ou úteis. A maioria das empresas faz a contagem da primeira forma.

Para obter o direito, cabe ao trabalhador notificar a área de recursos humanos da empresa em que atua assim que a criança nascer e entregar a documentação do filho. No geral, basta apresentar a certidão de nascimento. A lei não fixa um prazo máximo para a apresentação do documento que, comumente, é feita no dia em que o funcionário retorna ao trabalho.

“Mas é melhor verificar na convenção coletiva da categoria ou no regulamento interno da empresa para saber se há normas específicas sobre o assunto”, afirma a advogada Vivian Christina Silveira Ferreira Fernandez Dias, mestre em direito trabalhista pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo.
Quando Fernando, hoje com dois anos, nasceu, o designer Cristiano Galan mal pôde aproveitar os primeiros dias de seu filho. “Ele nasceu no sábado e eu voltei a trabalhar na quarta-feira, um absurdo!”, diz. “Trabalhava com a cabeça em casa. A minha mulher fez cesárea, sentia muitas dores. Tanto ela quanto o bebê precisavam da minha ajuda. Você passa esses cinco dias resolvendo coisas, vacina, pediatra, recebe visita em casa. Nem dá tempo de curtir a mulher e o filho. Tinha de ser, pelo menos, dez dias”, fala o designer.

Existem propostas de ampliação da licença-paternidade mais longas do que a reivindicação de Galan. Cerca de uma dezena de projetos que versam sobre o tema estão em análise na Câmara Federal dos Deputados. Alguns deles sugerem a ampliação do benefício para 30 dias, mas um dos que está em fase mais adiantada de tramitação é o Projeto de Lei 3935/08, da senadora Patrícia Saboia, que fixa em 15 dias consecutivos a licença-paternidade.

“Esse projeto precisa ainda ser apreciado pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara”, diz Fernanda Garcez, advogada especialista em direito trabalhista do escritório Abe, Costa, Guimarães e Rocha Neto Advogados, em São Paulo. A proposta da senadora determina ainda que, se a licença for solicitada durante as férias, só passe a ser contabilizada a partir do primeiro dia útil do término do período de descanso e que o pai tenha estabilidade de 30 dias após o fim do benefício.

Atualmente, se o filho nascer durante as férias do funcionário, na maioria das empresas, o homem não ganha dia extra algum de licença. A forma como se conta a licença-paternidade nas férias é outro ponto que abre margem para discussões, uma vez que a legislação também não é clara sobre essa circunstância.

Adoção

Se o Projeto de Lei 3935/08 for aprovado, os pais que adotarem uma criança também irão se beneficiar. O texto concede a licença mediante a simples comunicação do fato ao RH da empresa, acompanhada da certidão de nascimento ou do documento de adoção. Uma lei de 2002 estendeu à mãe adotiva o direito à licença-maternidade, mas não tratou da licença-paternidade em situações de adoção. “Mas homens e mulheres são iguais perante a lei, na forma da nossa Constituição Federal. Assim, no meu entendimento e também no entendimento jurisprudencial majoritário atual, a licença-paternidade de cinco dias fica estendida ao pai adotivo”, declara Fernanda Garcez.
Assim como o direito do pai adotivo ainda não está explicitado, o mesmo acontece com casais homossexuais. “A questão da adoção por família homoafetiva ainda não foi regulamentada pelo direito brasileiro, havendo inúmeras dúvidas sobre sua possibilidade”, afirma Fernanda. “Mas, partindo-se da premissa de que a adoção por família homoafetiva fosse aceita, ainda haveria uma lacuna legislativa em relação à licença-paternidade. A tendência seria a concessão de ao menos cinco dias”, diz a advogada.
Um professor de enfermagem de Campinas, interior de São Paulo, conseguiu em 2012 o direito de cuidar de seu filho recém-nascido por 120 dias. A mãe do bebê –com quem ele teve um breve relacionamento– não quis assumi-lo. O pai decidiu que cuidaria da criança e entrou na Justiça com um pedido para se afastar do trabalho. A solicitação foi aceita pela Justiça Federal. “Foi uma decisão fantástica, que levou em conta as tendências mais modernas da sociedade. Não há mais um papel previamente definido das obrigações de homem e de mulher, cabendo a análise de cada caso isoladamente, com suas particularidades”, diz Vivian.

O direito de o homem ficar com seu filho é legítimo e não há dúvidas de que a extensão do período de cinco dias traria benefícios a todos. Algumas empresas no Brasil já fizeram isso por iniciativa própria. A Radix, por exemplo, concede licença de 15 dias aos pais. O Google dá quatro semanas e a Kraft Foods oferece seis dias corridos, além dos cinco garantidos por lei.

FONTE: http://mulher.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2013/03/22/licenca-paternidade-discussao-sobre-ampliacao-pode-demorar.htm

Retorno após Congresso

DSC00135Amigas pacientes,

Estou retornando após gratificante participação no 7th International DIP Symposium Diabetes, Hypertension and Metabolic Syndrome, realizado em Florença, Itália.

Assuntos muito relevantes sobre obesidade, controle de peso na gravidez, suplementação vitamínica, uso de insulina e hipoglicemiantes orais, vigilância fetal, novas tecnologias para diagnóstico de pré-eclâmpsia e monitoramento de glicemia e anemia foram expostos e debatidos pelos maiores especialistas do mundo.

Experiência maravilhosa!

No período em que estava fora, não houve publicação de posts, bem como, respostas às perguntas encaminhadas por vocês. Retornarei a normalidade a partir de segunda-feira dia 25 de março de 2013.

Abraços!

DIP 2013, the 7th International DIP Symposium on Diabetes, Hypertension, Metabolic Syndrome, and Pregnancy

Amigas pacientes,

Informo que entre os dias 11 a 22 de março estarei em viagem por conta do 7th International DIP Symposium on Diabetes, Hypertension, Metabolic Syndrome, and Pregnancy a ser realizado em Florença, Itália.

As minhas pacientes estarão sob os cuidados de Dra. Maria do Socorro Gomes, Dr. Alan de Melo Santos e Dr. Luciano Guerra.

Os contatos telefônicos desses profissionais estarão disponíveis em mensagem de voz no meu celular, no Centro Médico Álvaro Lemos (tel: 3504-5225; 3504-5097) e Hospital Santo Amaro (tel: 3504-5002).

Abraços

Gestantes brasileiras serão vacinadas contra coqueluche

Matéria publicada no site UOL Notícias traz informação importante para gestantes e profissionais de saúde!

 

Brasília – Gestantes brasileiras passarão a ser vacinadas contra coqueluche a partir deste ano. A estratégia é uma reação ao avanço da doença, que dobrou no País em 2012. De janeiro a dezembro, 4.453 pacientes tiveram a infecção confirmada. No ano anterior, foram 2.258 casos. As mortes também aumentaram. Em 2011 foram 56 e ano passado, 74.

 

Na semana passada, o Ministério da Saúde divulgou um alerta sobre a situação da doença no País, pedindo para que profissionais de saúde fiquem atentos e, diante dos sintomas da doença, passem a pedir exame para confirmação da infecção. “Quando diagnosticada precocemente, o tratamento é bastante eficaz”, afirmou o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.

 

Barbosa afirmou não haver uma razão definida para o aumento dos casos da doença, fenômeno que, segundo ele, ocorre também em outros países. “Nos Estados Unidos, o pico ocorreu em 2010, com 27.550 infecções confirmadas”, relatou.

 

Estatísticas mostram que o número de crianças imunizadas vem caindo desde 2010. Mesmo assim, o secretário descarta que o aumento de casos esteja associado a uma menor cobertura vacinal. “A maior parte dos casos foi registrada entre menores de seis meses, quando o esquema terapêutico ainda não está completo.”

 

A estratégia de prevenção da coqueluche atualmente é baseada na imunização de crianças. São três doses da vacina pentavalente (que protege também contra difteria, tétano, Haemophilus influenza tipo B e hepatite B), aplicadas a partir de dois meses. A última dose é dada aos 8 meses.

 

“O produto é considerado eficiente”, assegurou Barbosa. Mas, o avanço do número de casos colocou em dúvida a durabilidade da proteção. Uma das hipóteses é a de que, com passar dos anos, a vacina perca a eficácia, deixando vulneráveis adultos jovens. Essa população poderia apresentar a forma mais leve da doença, muitas vezes sem sintomas importantes. “A hipótese é a de que a doença nem seja notada. E esse grupo poderia passar o vírus para crianças que ainda não estão totalmente protegidas contra a doença.”

 

A vacinação de gestantes pretende aumentar a proteção dos bebês, que começaria a ser feita ainda durante a gestação. Em março, o governo deverá se reunir com fabricantes para definir a compra da vacina.”Chamada de DTP acelular, ela é diferente daquela usada nos bebês. Tem uma produção menor”, afirmou o secretário. A expectativa é de que 4 milhões de gestantes sejam imunizadas.

 

A coqueluche é transmitida principalmente pelo contato com gotículas de secreção eliminadas ao tossir, falar e espirrar. A doença, transmitida por bactéria, apresenta como primeiros sintomas catarro, febre baixa, espirro, falta de apetite e tosse noturna. Se não tratada, ela pode levar à morte.

FONTE: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2013/02/14/gestantes-brasileiras-serao-vacinadas-contra-coqueluche.htm