Especialistas indicam cuidados para viajar durante a gravidez

praiaViajar na gravidez não é contraindicado, mas é preciso tomar alguns cuidados básicos para não comprometer a saúde da mãe e do bebê.

Veja as dicas para uma viagem tranquila, elaboradas com a ajuda do ginecologista e obstetra Dr. José Bento e da “Cartilha de Medicina Aeroespacial”, do Conselho Federal de Medicina.
Viagens de avião – A orientação dos médicos é que só se deve viajar de avião entre o terceiro e o sétimo mês (preferencialmente até a 32ª semana). Antes disso o feto ainda está em formação, e após esse período há risco de parto prematuro. Mulheres com gestações múltiplas (de dois ou mais bebês) devem tomar cuidado redobrado. Para elas, recomenda-se não viajar a partir da 28ª semana.

– A Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo) recomenda às companhias aéreas que peçam uma autorização médica para as grávidas que viajarem a partir da 36ª semana (32ª, no caso de gestações múltiplas). Muitas empresas fazem essa exigência, mas a semana em que ela é obrigatória pode variar. Informe-se com a sua companhia para saber quais são os procedimentos.

– Em qualquer fase da gestação, consulte seu obstetra antes de viajar, para saber se há algum risco ou se é preciso tomar cuidados extras.

– Grávidas têm vontade de urinar com mais frequência. Escolha um assento no corredor para poder ir ao banheiro com mais comodidade.
– Na gestação, a quantidade de sangue circulante aumenta cerca de 50%. Ficar muito tempo na mesma posição dificulta o retorno venoso e causa inchaço, muitas vezes maior do que o já experimentado por pessoas não grávidas. Para evitar esse incômodo, recomenda-se usar uma meia de média compressão durante o voo. Faça exercícios com as pernas enquanto estiver sentada e caminhe um pouco se o voo for longo.

– Gestantes se desidratam com facilidade. Tome um litro de água para cada 6 horas de viagem.

– Use um lubrificante nasal (soro). O ar é muito seco e, como há muitas impurezas, aumenta o risco de adquirir uma infecção viral, por exemplo.
– No dia anterior e durante o voo, evite alimentos que produzam gases.

– Evite chá, café e bebidas com cola. Elas são diuréticas e aumentam a vontade de urinar.
– Use o cinto de segurança o máximo de tempo possível, para evitar choques na barriga, especialmente perigosos no terceiro trimestre. Coloque-o abaixo da barriga, de forma que fique confortável.

Viagens de carro ou de ônibus – Faça paradas a cada hora e meia ou duas horas, para caminhar um pouco, ir ao banheiro e se alimentar de forma leve.
No destino – Cuidado com malas pesadas. Peça para outra pessoa pegar a bagagem na esteira do aeroporto e, se possível, carregue apenas uma bolsa de mão leve.

– É comum que, em viagens, as pessoas saiam muito da rotina, e isso pode ser prejudical para a gestação. Divirta-se, mas tente manter uma alimentação saudável e regular, e um bom ritmo de sono. Lembre-se de beber água com frequência.
– Não abuse das caminhadas, principalmente sob o sol. Na praia, tome cuidado com insolação e desidratação.

– Mergulho só pode ser feito na superfície, com snorkel. Com cilindro é contra-indicado durante a gravidez.
– Cavalgar, andar de moto, usar toboáguas e pular de asa delta ou de “bungee jump” também são atividades contra-indicadas.
– Leve alguns remédios básicos, principalmente se for para outro país, pois alguns deles exigem receita para medicamentos que estão liberados no Brasil. Se for usar, ligue para o seu médico antes.

FONTE: http://g1.globo.com/turismo-e-viagem/noticia/2012/12/especialistas-indicam-cuidados-para-viajar-durante-gravidez.html

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Para dirigir na gravidez, faça uma avaliação de suas condições físicas e emocionais

gravida-dirigir-1353692786893_615x470Entre as muitas dúvidas que passam a povoar os pensamentos de uma mulher quando ela recebe o resultado positivo do teste de gravidez está sobre a segurança ou não de dirigir nessa fase da vida, em que são intensas as modificações físicas e emocionais.

Não existe consenso entre médicos ginecologistas e obstetras sobre até que mês é seguro a gestante dirigir. Há quem ache melhor grávidas não dirigirem e quem diga que é possível conduzir um carro até o oitavo mês. Como o Código de Trânsito Brasileiro não faz restrições a condutoras grávidas, todas as contraindicações são apenas médicas.

“O estado emocional da grávida fica alterado. Ela está mais sensível, distraída, mais preocupada com a gestação e com o filho”, afirma a pediatra, neonatologista e psicanalista Miriam Ribeiro de Faria Silveira.

Dirceu Rodrigues Alves Junior, chefe do Departamento de Medicina de Tráfego Ocupacional da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), afirma que, se a mulher optar por continuar dirigindo, que faça isso, no máximo, até o quinto mês de gestação. “E que sejam trajetos curtos, porque há inúmeros fatores de risco.”

Diante da diversidade de opiniões, é importante que a gestante converse com o médico que cuida do seu pré-natal. Ele é a pessoa mais indicada para avaliar as condições físicas e psicológicas da mulher.

Fases da gestação

Problemas típicos dos primeiros meses da gravidez, como náuseas, vômitos, alterações de pressão arterial (subida ou queda) e aumento da sonolência, podem afetar a atenção e o reflexo da grávida que dirige. Mesmo que a mulher passe pela gestação sem sentir nenhuma alteração física significativa, ela tem de levar em conta que o próprio trânsito –com sua agressividade, nível de ruído, estresse, asfalto irregular– vai repercutir sobre o seu corpo e o do bebê, podendo provocar contraturas das fibras musculares, problemas circulatórios, aumento da frequência cardíaca e afetar a aderência da placenta ao útero. “A postura de motorista também não é a mais ergonômica para quem tem uma barriga em crescimento”, afirma Alves Junior, da Abramet.

A partir do sexto mês, com o crescimento do volume abdominal e a proximidade com o volante, até mesmo pequenas desacelerações podem causar danos à futura mãe e ao feto, levando até ao parto prematuro. Também nessa fase, a ansiedade natural pelo nascimento da criança pode afetar o julgamento da mulher diante de situações de perigo iminente.

Dentro do carro

Obrigatório por lei e item indispensável à segurança, o uso do cinto vai requerer alguns cuidados especiais por parte da grávida motorista. Saber usá-lo é importante para evitar que, por exemplo, em uma frenagem brusca, tanto a mãe quanto o bebê se machuquem.

O recomendável é passar a faixa diagonal do cinto pelo meio do ombro e entre os seios, deixando-a na lateral do abdômen. O dispositivo não pode ser usado sobre a barriga, porque a pressão pode comprimir o útero. Também é necessário manter a faixa subabdominal tão baixa e ajustada quanto possível, ao longo dos quadris e na parte superior das coxas. O cinto não pode estar folgado, por isso nada de usar toalhas ou almofadas entre o equipamento e o corpo.

O assento da grávida deve ficar o mais distante possível do volante –com uma distância média de 15 a 20 centímetros–, mas com fácil acesso a ele e aos pedais. Os braços devem permanecer semiflexionados e a visão frontal tem de ser ampla.

Observando as orientações sobre a distância entre o assento e o volante, se o carro tiver “airbag”, não o desative. Segundo a Abramet, o dispositivo protege em 100% dos casos de lesões traumáticas e viscerais quando combinado com o cinto de três pontos.

Autoescola

Não há no Código Brasileiro de Trânsito restrição à participação de gestante em aulas em autoescola e no exame para tirar a carteira de habilitação. Mas, de acordo com a Abramet, vale a recomendação de até o quinto mês de gravidez, desde que a mulher se sinta bem e confortável ao volante.

Segundo a entidade, os exames para tirar a habilitação podem gerar nervosismo e ansiedade. A futura mamãe, que já está naturalmente mais sensível, ficará ainda mais suscetível a ter problemas de pressão, alterações respiratórias e na frequência cardíaca, que serão sentidas também pelo feto.

 

FONTE: http://mulher.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2012/11/26/para-dirigir-na-gravidez-faca-uma-avaliacao-de-suas-condicoes-fisicas-e-emocionais.htm