Pilates ajuda a cuidar da silhueta na gravidez sem radicalismo

Exercícios inspirados no pilates têm conquistado cada vez mais adeptas. O método integra corpo e mente na realização de movimentos que exigem força, controle, equilíbrio e alongamento muscular e tem se mostrado uma opção adequada para gestantes que buscam novas terapias para melhorar a qualidade de vida durante esse período. Segundo a fisioterapeuta Yara Moraes, sócia da Pilates Mania, os médicos costumam autorizar e incentivar as pacientes grávidas a praticarem o método. “A recomendação é que a adesão seja feita a partir do 3º mês, pois no primeiro trimestre ocorre a formação fetal e uma grande liberação hormonal que influencia todo o corpo da mulher”, diz. Como qualquer programa de exercícios para grávidas, o treino precisa ser individualizado, respeitando limites, resistência, flexibilidade, nível de aptidão, idade, saúde em geral e estágio da gestação, além de, claro, a autorização do médico que acompanha a gestante. O exercício contribui para melhorar o tônus, diminuir o risco de perda óssea, promover boa postura e melhorar a mecânica corporal. Pilates também melhora o humor, a autoestima e da imagem corporal que podem estar alteradas neste período. “As gestantes conseguem atingir todos os benefícios da prática, principalmente com a melhora da circulação e a eliminação de dores musculares devido às alterações de postura na gravidez”, finaliza Yara.

Escrito por Monique dos Anjos: http://blogs.abril.com.br/dieta-nunca-mais/2009/08/pilates-ajuda-cuidar-silhueta-na-gravidez-sem-radicalismo.html

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Gripe Suína

As gestantes são pacientes de risco para a gripe suína. Provavelmente, por conta das modificações hormonais, anatômicas e funcionais, as grávidas são mais propensas as formas mais graves da infecção.

Portanto, as gestantes que apresentem quadro sugestivo de síndrome gripal devem procurar à Emergência.

Tal quadro caracteriza-se por: paciente com doença aguda (com duração máxima de cinco dias), apresentando febre  acompanhada de tosse ou dor de garganta.

Gestantes que apresentem febre superior a 38 C, tosse e falta de ar, acompanhada ou não de dor de garganta ou manifestações gastrointestinais, devem ser testadas laboratorialmente quanto a infecção pelo H1N1.

O tratamento deve ser administrado 48 horas após o início dos sintomas. A droga de escolha é o Oseltamivir (Tamiflu) para aquelas pacientes diagnosticadas com a doença. Durante a gravidez, o uso do Oseltamivir deverá ser avaliado perante riscos e benefícios.

Dica: Deve ser realizada frequente higienização das mãos, utilizar lenço descartável para a higienização nasal, cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir, evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca e higienizar as mãos após tossir ou espirrar.

Hemorragia vaginal

Queridas pacientes,

Uma das situações de grande temor durante a gestação está associada ao aparecimento de sangramento vaginal. Sintoma marcado de grande simbolismo pode ser a tradução de graves problemas na gravidez como também não estar relacionado ao transcurso anormal da mesma.

O sangramento vaginal é sempre um sinal de alerta e deve ser avaliado prontamente pelo médico. Pode ser de leve intensidade ou de grande monta comprometendo a gestação e a própria saúde da gestante, colocando a vida da mãe  e do bebê em risco.

Contudo, nem sempre uma hemorragia genital é de origem obstétrica, podendo estar associada à problemas especificamente ginecológicos, como tumorações no colo uterino, infecções vaginais ou oriundas de ectopia de colo uterino (alteração benigna e muito comum associada a modificação do padrão hormonal na gravidez).

Como a avaliação deve ser imediata, cabe ao médico identificar a origem do sangramento e prontamente utilizar de medidas para o seu controle, pensando sempre em preservar a saúde da mãe e do bebê.

A avaliação do sangramento vaginal tem como pilar principal calcular a idade gestacional. As causas de hemorragia genital são específicas de cada período da gravidez e a conduta médica a ser implementada depende do conhecimento preciso da mesma.

Dito isso, os sangramentos genitais são divididos em, de um lado, os de primeira metade de gestação (anterior à vigésima semana), e do outro lado, os de segunda metade (após à vigésima semana).

Ameaça de abortamento, abortamento retido, abortamento completo ou incompleto, abortamento infectado e abortamento em curso são todas entidades que acontecem na primeira metade da gravidez. Habitualmente, cursam com sangramento vaginal associado a dor em baixo ventre tipo cólica e o seu diagnóstico é basicamente realizado através da ultrassonografia.

Nos casos de ameaça de abortamento, as chances de manutenção da gravidez e excelente resultado existem, cabendo intervenção rápida do obstetra através de orientação sobre repouso e uso de medicações.

Dificilmente, a causa da ameaça  ou do abortamento consumado será elucidada, mas a depender do caso, medidas de diagnóstico podem ser realizadas para uma programação futura de gravidez.

Descolamento prematuro de placenta, placenta prévia, sangramento de vasa prévia, rotura do seio marginal e rotura uterina são todas entidades da segunda metade da gravidez e podem causar comprometimento para a saúde da mãe e da criança.

Qualquer sangramento por menor e mais ingênuo que possa parecer deve ser avaliado pelo obstetra o mais rápido possível. A agilidade do diagnóstico é fator prepoderante para excelentes resultados obstétricos.

Esse grupo de patologias diferem com relação à sintomatologia e a avaliação clínica minuciosa do médico, muito mais que qualquer exame de imagem ou laboratório, é peça fundamental para o sucesso da gravidez.

O Descolamento Prematuro de Placenta (DPP), entidade gravíssima, tem rápida instalação do quadro, colocando em risco, às vezes em questão de minutos, a saúde materna e fetal. Cursa, na maioria das vezes, com dor abdominal intensa associada a sangramento vaginal de intensidade variável. Por se tratar de uma hemorragia do leito placentário expõe tanto á vida do bebê quanto da mãe. Rapidez de atendimento e  suspeição acurada do médico obstetra são o diferencial para excelentes resultados obstétricos. Infelizmente, dificilmente é diagnosticada por ultrassonografia.

Outra entidade importante é a Placenta Prévia. Diferente do DPP, o diagnóstico é iminentemente ultrassonográfico. Portanto, um pré-natal rigoroso surpreenderá esse tipo de placentação precocemente. Cursa com sangramento vaginal vermelho-vivo, habitualmente  intermitente e de pequena quantidade. Entretanto, sangramentos intensos podem acontecer, expondo a saúde materna. Por ser uma hemorragia de origem da mãe, o feto encontra-se compensado e livre de graves repercussões, excetuando se houver indicação de parto prematuro com intuito de salvaguardar a vida materna.

Nos casos de sangramento genital, os melhores resultados acontecem quando a mãe prontamente procura um serviço de emergência e as intervenções acontecem também de modo rápido. Nunca se deve subestimar um caso de hemorragia genital, só o exame do médico é capaz de entendê-lo e diagnosticá-lo. Como exposto, às vezes, a própria ultrassonografia não têm nenhum valor.

Dica: Em caso de sangramento vaginal, procure rápido à Emergência!

Abraços…