Movimente-se durante a gravidez!

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Movimente-se durante a gravidez! Por Aléssio Calil Mathias* São Paulo, 09 (AE) – Foi-se o tempo em que a grávida precisava ficar quase em repouso. Hoje, já comprovamos que se a mãe se mantém ativa e saudável, ela faz bem para o bebê e para si mesma.

O exercício não precisa ser proibido. O importante é avaliar qual atividade combina com cada momento da gravidez.

A atividade física é importante em qualquer ciclo da vida e, Em relação às gestantes, não seria diferente, pois ela traz benefícios como melhora da circulação sanguínea, funcionamento do intestino, controle do peso além de um bem-estar geral. É de suma importância a prática da atividade física durante o pré-natal, pois, desta forma, a gestante ganha menos peso, melhora a atividade cardio-circulatória e, ainda previne quadros como diabetes gestacional e doença hipertensiva específica da gestação. Devemos levar em consideração algumas exceções, onde é proibida a atividade física, como placenta baixa, descolamento placentário, sangramentos, trabalho de parto prematuro, dentre outras razões médicas.

Se a mulher já é praticante de alguma atividade física antes mesmo da gravidez, o seu corpo já está condicionado para fazer este esforço durante a gestação. Já o contrário, iniciar a prática de uma atividade física durante a gestação pode não ser recomendável. Para as mamães que não tinham o hábito de praticar atividades físicas antes da gravidez, minha recomendação é a prática de hidroginástica, ioga, pilates, mas somente após completar o primeiro trimestre de gestação.

Atividades como hidroginástica, ioga e pilates são bastante indicadas para gestantes, pois não se tratam de exercícios de impacto, além de trabalharem a mente e o controle da ansiedade das mães. Estudos revelam também que a hidroginástica agrada aos bebês, além de contribuírem de forma positiva para o parto. Caminhar também melhora a função cardio-respiratória.

Já quando a mulher é habituada a praticar alguma atividade física, não há empecilho em dar continuidade ao processo durante a gestação. Muitas vezes, mesmo que iniciem a atividade física durante o pré-natal e não apresentando intercorrências, as gestantes também podem ser orientadas a continuar. É obvio que sempre acompanhada por um profissional. Como cada caso é único, a melhor opção é sempre consultar o seu obstetra antes de iniciar a prática de exercícios.

(*) Dr. Aléssio Calil Mathias é ginecologista, obstetra e diretor da Clínica Genesis, em São Paulo – http://www.clinicagenesis.com.br

(**) O conteúdo dos artigos médicos é de responsabilidade exclusiva dos autores.

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Uso de Ácido Fólico

Queridas pacientes,

Por incrível que pareça, os cuidados com a gravidez devem começar muito antes da grande satisfação de receber o resultado positivo do beta-hCG. Iniciam-se sim quando surge a vontade de ser mãe, quando se identifica o momento de exercer o dom mais divinal do ser humano – a maternidade.

Os cuidados que antecedem a gestação visam promover a saúde e o bem estar da mãe e do futuro bebê. Dentre tantos, um de grande impacto no desenrolar saudável da gravidez está no uso do ácido fólico.

Com grandes evidências científicas, a ingestão suplementar de ácido fólico nos dois meses anteriores à gravidez visa previnir o aparecimento de defeitos do tubo neural no feto.

Esse grupo de anomalias é ocasionado pelo fechamento precoce e incompleto da placa neural (precursora do sistema nervoso central), traduzindo-se em pertubações do encéfalo e da medula.

Baixos níveis de folato circulantes no organismo materno nas três ou quatro primeiras semanas de gestação são pre-disponentes para o desenvolvimento das anomalias citadas.

O uso do ácido fólico pré-concepcional deve-se ao fato de que muitas vezes o diagnóstico da gestação acontece após o seu primeiro mês, ou seja, tarde demais para os maiores benefícios de tal suplementação.

Portanto, o início anterior à gravidez visa surpreender essa faixa de tempo gestacional tão precoce , garantindo assim maior eficácia.

As doses habituais recomendadas para a maioria das pacientes são da ordem de 400 mcg ao dia, podendo chegar a cinco miligramas diárias a depender das patologias maternas associadas e uso de medicações. A recomendação atual da suplementação de ácido fólico para a prevenção dos defeitos do tubo neural vai até a 12a semana de gravidez.

Cabe ao ginecologista prescrever o ácido fólico para todas as pacientes que decidem interromper o uso do método contraceptivo e para todas com vida sexual ativa e que não utilizem anticoncepcional.

Saudações.

Dr. Paulo Gomes Filho

Tipos de Ultrassonografias

Amigas pacientes,

Uma das grandes preocupações durante o acompanhamento pré-natal está relacionada aos exames realizados através do aparelho de ultrassom. Recheado de imensa fascinação esse tipo de avaliação revolucionou a vigilância da gestação, apresentando através de imagens, mesmo que indiretamente, o novo membro da família aos seus pais. Serviu também como forma de diagnosticar mais precocemente a própria gravidez, bem como identificar alterações da morfologia fetal, além de parâmetros da saúde do bebê ainda dentro do útero.

Durante o pré-natal, alguns pontos são avaliados obrigatoriamente enquanto outros dependem da evolução da gravidez e as patologias relacionadas.

Existem inúmeros tipos de ultrassonografias, mas do ponto de vista obstétrico analisaremos resumidamente as de uso no cotidiano.

1) Ultrassonografia transvaginal

Exame solicitado no início da gestação principalmente no período até a 12a semana, momento em que o útero, ainda pequeno, encontra-se dentro da bacia e abaixo da sínfise púbica.

Realizado através de transdutor introduzido na vagina da paciente, serve primordialmente para diagnosticar a gravidez inicial, número de embriões e sacos gestacionais, sangramentos atrás da placenta, além de confirmar a idade da gravidez.

Dica: Leve sempre sua primeira ultrassonografia para as consultas de pré-natal, principalmente quando realizada entre a 8a e 12a semanas de gestação. Esse exame será muito importante para os cálculos referentes a idade gestacional e a data provável do parto.

2) Ultrassonografia transvaginal morfológica do primeiro trimestre

Exame de extrema importância para o acompanhamento pré-natal. Avalia primordialmente três parâmetros que serviram como triagem para um grupo de patologias chamado de cromossomopatias, sendo a mais conhecida a Síndrome de Down.

Avalia, portanto, a translucência nucal, o osso nasal e o ducto venoso. A partir dessas medidas, o obstetra poderá estimar as chances daquele feto ser portador de alguma cromossomopatia.

Dica: Esse exame deverá ser realizado entre a 11a e 13a semana e 06 dias de gestação.

                                                                 

Medida da translucência nucal

3) Ultrassonografia morfológica do segundo trimestre

Exame realizado pela via trans-abdominal serve como método diagnóstico de má-formação fetal. Deve ser realizado entre a 18a e 24a semana de gestação.

A sensibilidade do método gira em torno de 85%, ou seja, em torno de quinze por cento das má-formações fetais não serão diagnosticadas.

Dica: Tanto a ultrassonografia morfólogica do primeiro trimestre quanto a segundo trimestre devem ser realizadas respeitando uma estrita faixa de tempo para garantir excelentes resultados diagnósticos.

3) Ultrassonografia obstétrica

Exame muito comum durante o pré-natal. Pode ser solicitado em qualquer período após a 12a semana até o parto.

Tem como parâmetros a serem avaliados: posição do bebê, peso fetal, placenta e seu aspecto, quantidade de líquido amniótico, presença de batimentos cardíacos fetais e movimentos corpóreos e respiratórios do bebê.

Dica: Dependerá  da avaliação do pré-natalista o número de ultrassonografias obstétricas solicitados. Durante todo o pré-natal habitualmente uma única é necessária.

 4) Ultrassonografia obstétrica com Doppler colorido

Exame de indicação precisa. Avalia o fluxo sanguíneo de vasos fetais quanto maternos na tentativa de predizer determinadas patologias e determinar o estado de oxigenação do bebê. Importante método para o acompanhamento da vitalidade fetal em pacientes com doenças hipertensivas na gestação.

Dica: Não é um exame de rotina cabendo ao pré-natalista avaliar caso a caso.

Doppler da artéria umbilical

Doppler da artéria umbilical

Durante o pré-natal outros exames ultrassonográficos podem ser solicitados, como por exemplo, o perfil biofísico fetal, ultrassonografia 3D, ultrassonografia de vias urinárias e de abdome total. O pré-natalista deverá avaliar com sabedoria a necessidade de cada exame a fim de melhor monitorar a paciente e o seu bebê.

Grande abraço!

Dr. Paulo Gomes Filho