‘Pés de grávida’: especialistas explicam inchaço e como amenizá-lo

peeeGrávida de oito meses, quando o peso da mulher chega a pelo menos 7 kg a mais do que o habitual, a socialite Kim Kardashian postou uma foto na rede social Instagram, no último mês, que mostrava como os pés inchados incomodam dentro dos sapatos altos de grife que ela costuma usar. No entanto, o que Kim vive é comum para todas as grávidas: o inchaço é inevitável, segundo o cirurgião vascular do ambulatório de linfedema da Unicamp, José Luiz Cataldo. Porém, existem formas de amenizar o sintoma.

Quando a mulher engravida, ocorrem alterações de níveis hormonais que dilatam os vasos sanguíneos e facilitam a passagem de líquidos do interior dos vasos para fora do sistema circulatório, explicou Cataldo. Além disso, no final da gravidez – último trimestre – “acontece a compressão do útero sobre as veias da pelve, o que diminui o retorno venoso” dos membros inferiores para o coração, segundo o cirurgião. Algumas mulheres também sofrem com vasos e varizes gravídicas, que devem desaparecer em cerca de três meses após o parto, disse ele.

“Se os sintomas surgirem antes do segundo ou terceiro semestre, é bom ter atenção”, aconselhou a ginecologista do HCor, Tathiana Parmigiano. Cataldo também alertou para o inchaço exagerado em apenas uma das pernas: “deve procurar um médico o mais rápido possível”. Em geral, porém, o inchaço causa sensação de peso e cansaço nas pernas, além de impedir o uso de certos calçados. Após postar foto dos pés marcados por uma sandália apertada e ser vista com um modelo transparente que estava visivelmente justo demais, Kim se entregou ao chinelinho de dedo.

E ela tomou a atitude certa, segundo Cataldo, calçados que envolvam toda a planta do pé, sem sobrecarregar a frente, diminuem o efeito compressivo. Além disso, Tathiana explicou que a gravidez muda o centro de equilíbrio da mulher – por causa da barriga -, promovendo uma alteração nas articulações que aumentam o risco de entorse. “Pedimos às grávidas para não usarem salto alto”, acrescentou a ginecologista.

Como melhorar o “pé de grávida”
Repousar, deitada de lado, é uma das melhores formas de diminuir o inchaço, segundo Cataldo. “O útero se desloca para frente e libera as veias da pelve para a circulação do sangue”, explicou. A posição do descanso é importante, de acordo com Tathiana, ficar sentada, por exemplo, aumenta a compressão nas veias e prejudica ainda mais a circulação. Praticar exercícios também melhora a circulação, indicou a ginecologista: “no momento em que acontece a contração da panturrilha, o sangue é impulsionado para cima”.

O uso de meias elásticas é aconselhado pelos profissionais, do momento em que a grávida acorda até o final do dia. “O produto deixa a musculatura mais firme e pressiona os vasinhos a fazerem uma melhor drenagem”, explicou Tathiana. Ela alertou, porém, que a meia deve ir até o quadril, pois a modelo ¾ pode criar um torniquete na perna e prejudicar ainda mais a passagem do sangue. Com efeito imediato e passageiro, sessões de drenagem linfática podem ajudar a desinchar um pouco pés e pernas.

Evitar o ganho exagerado de peso, manter dieta com baixa ingestão de sal – que provoca a retenção de líquidos – e tomar bastante água são medidas importantes, segundo Cataldo. Os alimentos ricos em gordura e industrializados devem ficar fora do cardápio.

FONTE: http://saude.terra.com.br/gestacao/pes-de-gravida-especialistas-explicam-inchaco-e-como-ameniza-lo,3f8aac83e4f0f310VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html

Obesa tem mais chance de ter bebê prematuro

Além de prejudicarem sua saúde, as grávidas obesas também colocam em risco a vida de seus bebês. A afirmação é de uma pesquisa realizada na Suécia e divulgada na publicação científica “Journal of the American Medical Association”.

Segundo o estudo, os bebês nascidos de mulheres acima do peso tem mais chance de nascerem prematuros, desenvolverem doenças sérias e até morrerem. Para chegarem à conclusão, os pesquisadores analisaram 1,5 milhão de nascimentos no país europeu, ocorridos entre 1992 e 2010.

Comparadas com as mulheres com um peso saudável, aquelas acima do peso tiveram uma chance 25% maior de darem à luz prematuramente. Já com mães obesas, a porcentagem subiu para 60%.

“Sobrepeso e obesidade também aumentam o risco de complicações durante a gravidez, incluindo pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e cesariana”, alertou o professor  Sven Cnattingius, do Instituro Karolinska, em Estocolmo.

FONTE: http://vivabem.band.uol.com.br/saude/noticia/100000605819/Obesas-tem-60-mais-chance-de-terem-bebe-prematuro.html

AAS infantil pode ajudar a engravidar e a manter gestação

Uma parcela de mulheres pode se beneficiar do uso do ácido acetilsalicílico (AAS) para aumentar as chances de ficar grávida. A aspirina, como é popularmente conhecido o AAS, tem efeito anticoagulante. Em doses infantis, ela pode auxiliar mulheres com problemas vasculares tanto a engravidar quanto a manter a gravidez.

O AAS dificulta a coagulação do sangue, tornando-o menos espesso. Assim, o sangue passa mais facilmente pelos vasos do endométrio, tecido que reveste a parte interna do útero. “É como você pegar um canudo bem fino e tentar puxar uma coisa mais espessa. Ela não vai passar. Quando o sangue é mais fino, ele tem mais facilidade de penetrar o endométrio”, explica Marcos Sampaio, diretor do centro de medicina reprodutiva Origen, de Belo Horizonte. Com isso, esse tecido recebe mais progesterona, hormônio presente no sangue, o que ajuda na fixação do embrião.

Não é sempre, no entanto, que o AAS consegue ajudar. Apenas em determinados casos, e somente quando a mulher apresenta problemas de vascularização, como trombose. Nessas situações, a medicação é receitada pelo médico, após realizar exames que comprovem a necessidade. “O AAS só é terapia em casos específicos. Ou seja, não adianta a pessoa se automedicar”, reforça Marcos.

O tipo de AAS orientado pelos médicos é o infantil – isto é, em dosagens de 100 a 200mg. “O AAS em baixas doses é anticoagulante. Nas doses tradicionais, eles são analgésicos e anti-inflamatórios, mas perdem esse efeito”, explica Marcos.

Uso durante a gravidez

O uso do medicamento pode ser feito inclusive durante a gravidez. De maneira semelhante ao endométrio, o remédio ajuda na irrigação da placenta e evita problemas gestacionais relacionados a ela, que podem levar até ao parto prematuro. O médico deve acompanhar a evolução da gravidez para determinar se há necessidade de suspensão ou não do medicamento.

Quando administrado em dosagens baixas, não apresenta maiores riscos à gravidez. A decorrência mais frequente do uso dessa medicação é uma irritação gástrica. “Ele pode levar à hemorragia gástrica, mas essa é mais fácil de controlar, porque apresenta alguns sinais antes. Ela vai sentir dor de barriga”, afirma.

Marcos lembra que não adianta as mulheres usarem apenas o AAS e imaginar que com isso terão mais chances de engravidar. Se a paciente estiver tentando engravidar durante algum tempo sem resultados positivos, ela deve procurar a ajuda médica. “O ASS é apenas mais uma arma. Mas se a mulher não estiver engravidando, não adianta só tomar o remédio.”

FONTE: http://saude.terra.com.br/gestacao/aas-infantil-pode-ajudar-a-engravidar-e-a-manter-gestacao,3908cc9e0ed0e310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html

Gestação: é normal ter dor no umbigo no final da gravidez?

Sempre é bom se informar!! Veja matéria publicada no Zero Hora.

 

A gestação é um momento de muita alegria para as futuras mamães, mas por mais que a gravidez tenha sido programada e desejada, a gestante pode apresentar muita ansiedade, devido às mudanças físicas e psicológicas desta fase. Durante os nove meses, ela pode vir a sofrer uma série de desconfortos como enjoos, dores nas costas e no abdômen, inchaço e náuseas. Além disso, algumas mulheres podem sentir dor ou sensibilidade na região do umbigo, algo muito comum, principalmente, no final gravidez. Embora a dor seja incômoda, a gestante não precisa se preocupar.

— A dor no umbigo acontece porque conforme a barriga cresce há estiramento do ligamento fibroso do abdômen que se insere no umbigo, e por isso é comum sentir um desconforto nesta região — explica a ginecologista e obstetra Erica Mantelli.

A separação da musculatura abdominal pelo crescimento do útero pode causar sensibilidade e fraqueza na região do umbigo, mas após a gestação a maioria das mulheres sofre uma regressão desse local. Nos casos em que não há essa regressão, surge a hérnia umbilical, que pode ser corrigida por intervenção cirúrgica.

Apesar de serem desconfortáveis, as dores no umbigo são totalmente suportáveis e não impossibilitam a gestante de fazer suas atividades cotidianas. Porém, a dor pode piorar no terceiro trimestre da gravidez, até o nascimento. Caso isso aconteça ao longo do tempo, a gestante deve procurar um médico para diagnosticar a causa.

— Se a dor não desaparecer evite fazer esforço físico, como por exemplo, pegar um balde cheio de água ou agachar. Esses movimentos podem fazer uma pressão indevida no umbigo — alerta a ginecologista.

Atenção mamãe: Dor no umbigo pode ser hérnia umbilical

Se após o parto, a região continuar dolorida e a pele não retornar ao normal, pode ter ocorrido o surgimento de uma hérnia umbilical, que pode ser corrigida cirurgicamente. A hérnia umbilical está relacionada a uma fraqueza da parede abdominal na região umbilical, podendo estar presente desde o nascimento ou se desenvolver ao longo da vida. Normalmente, ela ocorre com frequência em mulheres após a gestação.

O principal sintoma é uma sensação de desconforto na região do umbigo provocada quando a gestante faz algum esforço físico como carregar peso, ao se levantar da cama ou mesmo para fazer o esforço normal da evacuação. O melhor a fazer, quando surgem dores no umbigo, é comunicar o médico sobre tal desconforto. Assim, ele poderá acompanhar a evolução dessas sensações desagradáveis.

FONTE: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/noticia/2013/05/gestacao-e-normal-ter-dor-no-umbigo-no-final-da-gravidez-4124762.html

Irritação estomacal: fatores que desencadeiam queixas na gestação

Durante a gravidez, é natural a mulher apresentar dispepsia, nome técnico dado à indigestão alimentar, um tipo de desconforto que acomete a região superior abdominal.

— Essa é uma reclamação comum durante a gestação, em especial, nos primeiros três meses, pois é uma fase em que ocorrem muitas alterações hormonais no organismo feminino — explica o médico e cirurgião geral Sérgio Barrichello.

Nessa fase, náuseas e vômitos são comuns, e recebem uma denominação específica: hiperêmese gravídica. A mulher também pode ficar mais intolerante a alguns alimentos. A necessidade nutricional sofre mudanças e o estômago pode ficar mais sensível a determinados nutrientes. No entanto, isso tende a diminuir a partir do quarto mês de gestação, segundo o médico.

A má digestão pode provocar sintomas como desconforto (e até mesmo dor) abdominal, empaixamento e náuseas. Embora seja algo considerado comum nos primeiros meses de gravidez, é importante comunicar o problema ao obstetra. Além disso, fatores psicológicos como estresse, ansiedade e até depressão podem desencadear indisposiçao estomacal. O refluxo gastroesofágico – retorno do suco gástrico para o esôfago – acomete cerca de 50% das gestantes.

— Isso acontece mais no primeiro e terceiro trimestre gestacional, por motivos diferentes, causando azia e regurgitação — explica Barrichello.

Segundo ele, nos primeiros três meses, o problema se dá pela alteração hormonal que relaxa a musculatura inferior do esôfago propiciando o refluxo, e no último trimestre volta a acontecer devido ao aumento da pressão abdominal. Nessa fase, as dimensões do útero e do bebê são maiores e podem causar este desconforto.

A influência hormonal

Na gestação, há uma elevação na produção de hormônios femininos. Por isso é natural as gestantes sentirem alteração no apetite.

— Logo no início da gravidez, ocorre uma redução dos níveis de aminoácidos e glicose provocando alterações metabólicas. As náuseas matinais podem ser justificadas devido a essa oscilação hormonal — garante.

Outra característica é que a placenta produz uma elevada quantidade de progesterona e isso prolonga o esvaziamento gástrico. Nessa fase, é natural o tônus e o movimento do trato gastrintestinal diminuirem.

FONTE: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/noticia/2013/04/irritacao-estomacal-fatores-que-desencadeiam-queixas-na-gestacao-4093375.html

Vacina contra a gripe é segura e protege a mãe e o bebê

gravida-gripe-1364495264685_300x420A vacinação contra gripe é recomendação muito importante durante a gravidez, por conta da vulnerabilidade da paciente frente a esse tipo de infecção. Leia matéria no site UOL Mulher e informe-se!

Às vésperas do início de mais uma campanha nacional de vacinação contra a gripe, que neste ano acontece entre os dias 15 e 26 de abril, é tempo de as gestantes incluírem em sua rotina de cuidados uma ida ao posto de saúde mais próximo para se vacinar sem receio de possíveis problemas.
“A princípio, a vacina era contraindicada porque se desconheciam os danos que poderia causar ao feto. Mas hoje o Ministério da Saúde, ciente de sua segurança, preconiza a aplicação”, afirma a infectologista Raquel Muarrek, do Hospital São Luiz, em São Paulo. As grávidas fazem parte do grupo prioritário, que inclui as crianças maiores de seis meses e menores de dois anos, que recebem a vacina gratuitamente nos postos de saúde.

Um estudo realizado em 2012 trouxe mais tranquilidade às mães e aos médicos. Pesquisadores da Clínica Wisconsin Marshfield, nos Estados Unidos, compararam 243 gestantes que sofreram aborto com outras 243 que não sofreram. No primeiro grupo, 38 mulheres haviam tomado a vacina quatro semanas antes de perderem seus bebês. No segundo, 31. Os números fizeram com que os pesquisadores concluíssem que a vacinação não foi fator de risco aumentado para os abortos.

Os estudos têm demonstrado a segurança da vacinação em qualquer momento da gravidez. “De modo geral, evitamos indicar qualquer vacina no primeiro semestre de gestação. Isso porque os abortos espontâneos são mais comuns nesse período e pode ficar a impressão de que há alguma relação com a vacina”, afirma a mestre em ciências médicas Carolina Mocarzel, da Unidade Materno Fetal do Hospital Federal dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro.
“Mas, no caso da vacina de gripe, como ela é especialmente importante durante o inverno, quando se concentra a maioria dos casos da doença, deve-se vacinar a gestante em qualquer fase. Essa recomendação é confirmada pelo informe técnico da campanha nacional de vacinação contra a gripe do Ministério da Saúde.”

Os riscos de efeitos colaterais são mínimos. “A vacina têm um perfil de segurança excelente e é muito bem tolerada. Deve ser evitada apenas por mulheres com histórico de alergia a ovo de galinha, uma vez que há elementos dele na composição”, fala Carolina Mocarzel. “Esse tipo de vacina é feito com vírus inativados, o que significa que contém somente vírus mortos, daí sua segurança”, declara  o infectologista Marco Antonio Cyrillo, da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia).
As reações previstas são brandas, como dor e sensibilidade na região da injeção. Entre seis e 12 horas após a vacinação, também é possível ocorrer febre, mal-estar e dor no corpo, sintomas que persistem por dois dias. Em apenas 10% dos casos, a vacina provoca uma forma mais atenuada de gripe.
A doença pode ser bem mais chata. Como o sistema imunológico da gestante fica mais “preguiçoso”, a chance de contrair doenças virais é maior. Como a gama de medicamentos que pode tomar para controlar a doença é reduzida, ela tem de conviver com o mal-estar por mais tempo.

Proteção para o bebê

A vacina contra a gripe garante proteção não apenas para a gestante, mas também para o bebê logo após o nascimento. “Durante a gestação, há transferência de anticorpos maternos para o feto por meio da placenta”, diz a médica Carolina Mocarzel. “Já foi comprovado que a vacinação da gestante é uma estratégia eficaz de proteção ao recém-nascido. Os estudos científicos demonstram um número menor de casos da doença em bebês de mães vacinadas”, fala a especialista.
Um desses estudos foi realizado pela Universidade de Utah, nos Estados Unidos, em 2012, com 27 gestantes. De acordo com a pesquisa, 41% delas receberam vacinação contra a gripe e 59% não. Exames de sangue realizados nas crianças imediatamente depois do nascimento mostraram que todos os bebês filhos de mães que tinham sido vacinadas apresentavam os anticorpos contra a gripe, contra apenas 31% dos filhos das que não tinham sido vacinadas. Os anticorpos desse último grupo provavelmente foram adquiridos porque a mãe teve contato com o vírus durante a gestação.

Dois meses depois do nascimento, 60% dos filhos das mães vacinadas ainda apresentavam anticorpos, contra apenas 11% do outro grupo. É uma vantagem tremenda para o bebê, uma vez que a vacina contra a gripe só pode ser aplicada nas crianças depois dos seis meses de vida.

FONTE: http://mulher.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2013/04/01/vacina-contra-a-gripe-e-segura-e-protege-a-mae-e-o-bebe.htm